SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 02:55

Um amor incondicional

No dia 23 de abril comemorou-se o Dia Mundial do Livro. Considero-me uma devoradora de livros. Um livro para mim não serve apenas para enfeitar a estante. Quando pego num livro exploro-o duma ponta à outra, entro na história como se fizesse parte dela. Sou como um espectador onipresente.

Durante estes anos fui enchendo prateleiras e armários com livros. Antes lia muito Paulo Coelho, depois passei às histórias de vampiros e coisas do Além e atualmente a investigação policial faz parte da minha leitura. Também histórias verídicas, diários em tempo de guerra como Anne Frank por exemplo. Na poesia adoro Bocage com a sua poesia erótica e boémia dum homem de muitos amores e prazeres levianos.

Quando quero comprar um livro, prefiro esperar pelos saldos, ou então recorrer às grandes superfícies comerciais que os vendem a preço reduzido, ou nalguma livraria que tenha livros a preço de amigo, como costumo dizer. No entanto frequento semanalmente a Biblioteca Gustavo Pinto Lopes e ando sempre à procura de novidades, mesmo que estejam ali há uns anos. E numa semana destas requisitei um livro cujo título era: “ Canção de embalar de Auschwitz”. Esta história foi baseada em factos reais e mexeu muito comigo. Nunca tinha tido coragem para entrar nos portões deste campo onde milhares de pessoas foram assassinadas sob o comando de Hitler. Esta história fala duma mãe alemã de cinco filhos. O seu marido era de etnia cigana. Um dia os soldados invadiram a sua casa para levar o marido e os filhos, mas ela como era alemã podia ficar. Então esta mulher guerreira emalou algumas coisas e foi com eles. A partir deste ponto começa o terror, a dor, a morte, o sofrimento, mas o amor desta mulher pelos seus filhos e na esperança que a sua família sobrevivesse foi maior. Ela conseguiu com a aprovação dum médico que fosse aberto uma escola onde as crianças pudessem ao menos comer um pouco melhor e brincar como as outras crianças do mundo sem guerra. Conseguiu este grande milagre até que a Alemanha perdeu a guerra e o campo encerrou. Mas antes foi levada no comboio com os seus filhos. Para onde?

Leiam o livro se tiverem coragem.

Com Maio quase a chegar e com ele vem o dia da Mãe. Abracem as vossas mães com todo o vosso amor de filhos. E para quem já não tem mãe acreditem que onde quer que ela esteja estará sempre a olhar por vós. É como uma luz que brilhará eternamente.

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