SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 16:10

Criança não entra

Há coisas que nunca vou entender. Recentemente ao abrir uma revista li um artigo acerca da recusa de alguns empresários na área da hotelaria e restauração em deixar entrar crianças nos seus estabelecimentos. Alegam estes senhores que os clientes procuram os hotéis para descansar e não querem ouvir a algazarra dos petizes. Nos restaurantes não querem ser incomodados com as birras que as crianças fazem à mesa quando a comida não lhes convém. Até mesmo nas companhias aéreas por exemplo quando uma criança viaja sozinha e é menor tem acompanhamento na TAP, na SATA, na Vueling. No entanto nas companhias aéreas low cost como a Rayner, a Easyjet e Aigle Azur não disponibilizam de serviço de acompanhamento. Na Rayner só se pode viajar sozinho a partir dos 16 anos; na Easyjet a partir dos 14 anos e na Aigle Azur, a partir dos 12 anos com as autorizações necessárias.

Estes assuntos têm trazido polémica e a DECO diz o seguinte: “ É verdade que os hotéis têm a liberdade para estabelecer os seus próprios direitos de admissão (uma espécie de regulamento interno), mas este tem limites e “jamais pode sobrepor-se a princípios constitucionais”, acrescenta, por seu turno, Graça Cabral, da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO).

Sem dúvida que estamos perante algo que mexe principalmente com os pais que se sentem travados por estas modernices.

Esquecem-se os empresários que já foram crianças e que também já fizeram as suas birras infantis. Porque não confecionam pratos atrativos e saborosos para os mais pequenos?

Ou então criem espaços onde haja uma interligação de sossego e lazer onde ninguém se sinta descriminado.

Também sabemos que muitas vezes as birras para além de serem próprias da idade, também vêm da maneira como os pais educam os filhos.

Sejamos coerentes e deixem-se de restrições dessas onde criança não entra. Vivemos num país que tem paz, mas muita guerra de espíritos malignos que só pensam em lucrar cada vez mais.

Espero que pela nossa cidade e concelho não se proíba a entrada de crianças em hotéis e restaurantes ou mesmo casas de turismo rural. Já não basta o encerramento de algumas escolas primárias que levaram as crianças para os centros escolares.

Madalena Monge

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