SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 11:49

Recantos torrejanos

Aquele dia amanheceu solarengo chegando aos 20 º ao longo do dia. Uma temperatura que convidava a um passeio nos subúrbios da nossa cidade. Foi o que fiz e olhem que valeu a pena. Comigo foram pessoas amigas que me ajudaram com algumas dúvidas e em sítios onde escasseia a população é sempre bom ir acompanhada.

Levamos o destino no pensamento e o caminho nos pés que era visitar o Moinho da Cova, que eu por incrível que pareça não conhecia. Passamos pelas traseiras da Escola de Polícia onde vimos as palmeiras da escola a morrerem lentamente. Maldito bicho que vai assassinando tão frondosas árvores. Mais á frente, avistámos um casario em ruínas ao que me explicaram que antigamente ali se encontrava uma vacaria e o moinho da Cova. Pena o abandono do local pois a zona ribeirinha estava um mimo com o rio a rebentar de vida. Dois bancos de madeira e um caixote do lixo fazem parte daquele lugar. Será que poderia ali nascer uma praia fluvial? Se calhar não pois as águas não têm condições para tal.

Paramos para descansar e apreciar tudo o que nos rodeava. Senti uma paz de espírito enorme com toda aquela beleza natural.

Continuamos a caminhar passando na ponte do Moinho da Cova até às Casas Altas por um caminho limpo e muito bonito. Aquele lugar idílico transportou-me até aos Açores, pelo verde ali presente. Descobri uma oliveira entre o muro, vi as árvores revestidas de folhagem e muito mais.

Para finalizar este dia passamos pela ponte dos Mesiões onde me informaram que outrora houve um projeto de alguém querer fazer do local um espaço de turismo rural. Mas que bem que ali ficava caros leitores, mas infelizmente o projeto não se concretizou.

De volta a casa digo-vos que aprendi mais e fiquei com muita vontade de explorar estes recantos quer na cidade com no concelho.

“- Deixem-me sonhar, deixem-me viver…” Com esta frase que vi escrita na ponte do moinho da Cova digo-vos que uma tarde ao ar livre traz-nos energias positivas para enfrentarmos algumas perdas que nos vão acontecendo.

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