SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 14:50

Bailinho da Madeira

Este ano o meu destino de férias foi ir pela primeira vez à Madeira. Por tanto ouvir falar quis conhecer a realidade e muito mais importante rever amigos que não via há uns 18 anos.

Viajei pela companhia aérea Easy-Jet na qual a viagem correu muito bem e fiquei satisfeita com o profissionalismo dos funcionários e também com a comodidade do avião, ao contrário que algumas pessoas dizem.

Após a aterragem e demais procedimentos fui para a vila de Santana, que nesse fim de semana estava em festa: Mostra da Gastronomia de Santana. Gostei da vila e de visitar finalmente as tradicionais casinhas de Santana, onde se expõe artesanato local e não só.

Terra montanhosa com o mar sempre ao seu redor. Pude ver as hortas e os agricultores têm horas certas para as suas regas, o que aqui penso não haver. Um meio de poupar água visto que as ribeiras estão secas, quer em Ribeira Brava como no Funchal.

Quando a noite cai, serpenteadas pelos montes surgem luzes brilhantes das casas. Parece um presépio.

Percorri a ilha toda, não fiz caminhadas, pois o excesso de humidade afetou as minhas vias respiratórias, impedindo-me de contemplar tais belezas naturais.

A periferia no meu entender podia estar mais arranjada e também os preços das entradas de alguns lugares emblemáticos deviam baixar. Verifiquei que quase tudo se paga a preço caro na Madeira. Desde a gastronomia até aos souvenirs.

Destaco os sítios de que gostei mais: o Curral das Freiras onde fui muito bem recebida com uma ginga feita lá e os bolinhos de castanha. Nem imaginam a intensidade que se sente ao observar de cima aquele montinho de casario. É digno de se ver. Felizmente agora o acesso é feito por um túnel, mas antigamente as pessoas iam carregadas pela estrada velha e ingreme; a praia da Calheta tem areia amarela vinda de Marrocos e é muito aprazível o ambiente; as piscinas de Porto Moniz são naturais e são municipais custando apenas 1,50 por pessoa. Já no exterior comi uma mísera sopa de creme de cenoura, que era apenas caldo quente por 3,25. Aliás onde encontrei sopa mais em conta foi no Hotel Sírius no Funchal a 1,90, mas fora do Funchal os preços subiam em alta escala; o Mercado dos Lavradores é sem dúvida o ponto de encontro de toda a gente. Provei diversas frutas exóticas oferecidas pelos vendedores. É mesmo um mercado cheio de cores e sabores.

Não dancei o bailinho da Madeira, mas levei alguns “bailinhos” como é normal em férias.

Foi uma viagem compensadora porque revi amigos que estudaram comigo na ESETNV e não só. Sabe muito bem, manter as amizades durante anos e mesmo longe estão sempre lá de braços abertos. Um beijinho para todos.

Muito mais há para escrever, mas hoje fico por aqui.

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados