SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 19:22

Quase no fio da linha

Estamos no início do ano e o retrato pouco mudou na nossa cidade, aliás em alguns sectores piorou e de que maneira. Algumas lojas encerraram. Uma mudou de sítio e espero que consiga ultrapassar todas as dificuldades. Dá dó ver na época natalícia a frieza das ruas com os seus proprietários encostados aos balcões sem terem clientes. Arrepia-me este volume de espaços e edifícios por terminar as suas obras; o convento do Carmo, o mercado do peixe e a antiga garagem dos Claras estão parados à espera duma mão endinheirada para que os trabalhos prossigam?

Choro ao ver a minha terra cair neste abismo. Choro ao passar no centro histórico com casas quase a ruir e capaz de matar alguém que lá passe na hora errada. Choca-me ver estes cenários duma cidade entregue ao abandono. Há bem pouco tempo os carris da rua da cabra cega estavam em mau estado, fazendo uma chiadeira quando os carros passavam.

Desencanta-me passar por caminhos todos esburacados como é o caso da estrada que liga Alcorochel aos Casais Novos. Não tenho a certeza, mas penso que uma parte da estrada já pertence a Santarém, mas caramba que se unam as Autarquias e tratem do caso duma vez por todas. Queixam-se os motoristas das carreiras e queixam-se os habitantes.

Hoje fico-me por aqui. O desânimo é mais que muito para me alongar mais, mas antes deixo aqui uma pergunta; “- Será que é desta vez que o prédio da antiga loja “Galinha Gorda” seja demolido, ou recuperado?”.

Bom ano para todos.

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