SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 12:41

Desolação

Uma terra com um rio é sempre uma mais-valia. O rio dá uma beleza extraordinária quando passa ao lado dum jardim municipal. Os habitantes descansam o seu olhar nas águas brandas e doces, onde peixes gordos nadam felizes. No rio pode-se praticar pesca; andar de barco; observar os patos; tirar fotografias. Os forasteiros gostam de passear nas zonas ribeirinhas pois sentem a frescura e podem conviver num dia de domingo. Eu gosto de rios, sejam eles pequenos ou grandes. Felizmente na nossa cidade existe um rio que se chama Almonda, que sempre atraiu imensas gentes. Quando o hospital ainda funcionava no centro, muitas pessoas após as visitas aos seus familiares e amigos, iam dar um pulinho ao rio.

Infelizmente o nosso rio Almonda nunca foi amada e estimado. Dantes eram as descargas das fábricas e agora é o total desmazelo e abandono. Não consigo entender como é possível encontrar as margens do rio em pleno centro da cidade completamente cheias de ervas. Revolta-me de tal maneira que fico capaz de chamar cá um canal televisivo para denunciar tal crime. Porque que se fez o Jardim das Rosas, se ali perto só se encontra erva e lixo? Porque é que, perto do mercado, as árvores abundam desalmadamente quase enfiadas dentro do rio? Porquê? Quem por lei está obrigada a cuidar do rio Almonda? Serão os guardas- rios? Os guardas- rios são pássaros pequenos de bico longo, que apenas habitaram junto dos rios.

Resta-me dizer que não há brio em cuidar do que a nossa cidade tem de bom. É triste pois assim a nossa terra vai deixando de fazer parte dos roteiros turísticos e não só. Quem vos avisa vosso amigo é.

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