SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 15:28

Carta aberta à senhora Autarquia

Boa tarde senhora Autarquia como tem passado? Por aqui estamos sob um calor tremendo e um bocado abismados com a mudança que vossa excelência fez ao horário do cemitério da nossa prezada cidade de Torres Novas. Pensava eu que fosse uma lei geral, mas há uns minutos informei-me via telefone para sua casa que o horário foi mudado porque houve um pedido do exterior e também por causa de algum funeral se realizar de tarde. O caso foi aceite. Infelizmente a senhora “esqueceu-se” que por exemplo os comerciantes antes de entrarem para as suas lojas iam às 8h, assim como a maioria dos cidadãos, porque estamos em pleno verão. Agora o cemitério abre às 9h da manhã e fecha às 18 h, Os coveiros vão almoçar das 13h às 14h mas a porta está aberta. Mesmo que não tenha lá nenhum ente querido, desafio-a a ir lá por exemplo às 17h30m com a temperatura a rondar uns 38º ou mais. Como sabe cá é possível. Não se esqueça de levar protetor solar porque as sombras são escassas principalmente na zona nova do cemitério. O mais assombroso é que na época invernal e os invernos por cá também são um gelo o cemitério abre às 8h e encerra às 17h. Andará vossa senhoria com os tempos trocados? Porque não vai dar um mergulho até aos Pimentéis para aclarar as ideias e se calhar até arranja uma viável para aquele lugar que cada vez está mais entregue a si próprio.

Já agora aproveito e falo mais uma vez no TUT da linha vermelha. Já falei com o senhor vice-presidente na sua casa e com outro senhor que está a tratar dos assuntos deste meio de transporte. Falei da retirada do horário das 11h e das 15h da linha vermelha e olhe que o senhor vice-presidente não estava a par de tal coisa e quem resolveu tudo foi o outro senhor, que teima em dizer que ia pensar numa alternativa. Pois eu continuo a dizer que o horário das 11h da manhã se devia manter toda a semana, incluindo o sábado. É como uma paragem do TUT frente à prisão com seis bancos, onde nem o TUT lá passa. E na paragem dos Pimentéis quer faça chuva ou calor não existe um único abrigo. Que tal passarem a outra para cá?

Será que é preciso chamar os meios de comunicação lá de Lisboa?

Querida Autarquia não fique irada comigo, pois de nada vale. Vou continuar a escrever, porque ir a sua casa fico esgotada de subir a dura ladeira e tudo cai em saco roto e tenho receio que a minha reclamação por escrito vá parar ao fundo do caixote do lixo ou fique esquecida em alguma secretária. Se calhar sou um osso duro de roer, ou quem sabe, uma espinha de peixe atravessada na sua goela. Mas os meus pais ensinaram-me que a sinceridade e a honestidade devem andar de mãos dadas.

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