SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 08:05

A empresa da discórdia

Nas últimas semanas o assunto que anda no ar, é se empresa Turriespaços encerra ou nem por isso. Os partidos políticos expõem as suas opiniões nas reuniões da Assembleia Municipal. Por outro lado os funcionários da referida empresa pedem ajuda à Assembleia Municipal através duma carta e baixo assinado. Na referida carta falam sobre o seu empenhamento que dão à cidade e concelho através das múltiplas atividades que têm feito de excelência a nível cultural e desportivo. Claro que os funcionários camarários não acharam muita piada e responderam com outra carta alegando que a Câmara antes de a empresa existir organizou sempre bons eventos.

Aqui entro a voz do cidadão que sou eu, que há uns bons vinte anos que pelas “ mãos” da Câmara trouxeram grandes nomes da música portuguesa às festas da cidade e não só. Fizeram-se grandes eventos desportivos naquela época. As festas da cidade atraiam milhares de forasteiros. E mesmo julgo eu, que o município também organizou algumas feiras medievais, que no meu entender nunca faltou nada. E aliás até vinham mais expositores de artesanato, caso que este ano escasseou. Mas voltemos ao assunto de hoje: Turrisespaços.

Disse alguém nessa reunião, que a empresa fez-se para servir as pessoas do concelho. Como cidadã discordo passando a explicar. Nas caminhadas que a Turriespaços organiza quem tem cartão livre paga 4€ e quem não tem cartão paga 6€. Estes ditos cartões também não são baratos ao ano e nem todos podem adquiri-lo. Acho ridículo e é uma exploração. Já participei em caminhadas com direito a guia, seguro e reforço alimentar sem pagarmos nada. Também na nossa vizinha vila de Alcanena as caminhadas são gratuitas. Aqui não percebo porque esta empresa pratica estes preços.

Penso que deviam chegar a um acordo saudável e que a humildade não devia ficar esquecida em cada um. Caso a empresa se encerre, para que as pessoas não percam os seus empregos, porque não reabrir o espaço internet e a loja de artesanato, colocando assim alguns funcionários? Porque não distribuí-los pelas aldeias do nosso concelho onde podiam trabalhar em tantas coisas e com tantas pessoas que vivem num profundo isolamento?

É preciso renovar e a cidade e o concelho, pois daqui a pouco só os ricos é que têm acesso a atividades pagas.

Não levem a mal estas minhas palavras sinceras, mas há coisas que me fazem muita confusão.

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