SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 12:17

Tirado a ferros

Um dia destes fui a uma loja na nossa cidade. Comprei o produto que queria, paguei, recebi o troco e um obrigado. “- E o papelinho?” (recibo) perguntei eu.

A empregada disse-me que quele artigo (uma mala) não passava no computador. Fiquei indignada com a resposta e insisti que tinha o direito de o receber, como a senhora tinha o direito de mo entregar.

Com um ar menos sigmático deu-mo o recibo processado pelo computador. Afinal sempre passou.

Na altura dos saldos comprei uma camisa noutra loja cá. Pedi o recibo e a resposta da empregada com ar zangado foi mais ou menos assim: “- Com este preço, ainda temos prejuízo. “

Eu sei que os comerciantes têm de pagar muitos impostos, mas nós, cidadãos se não tivermos um comprovativo onde adquirimos o artigo não podemos fazer nada caso artigo apresente alguma falha.

Também me pode alegar o caro leitor, que aqui todos se conhecem e que o recibo não teria a menor importância para tal. Então e noutros locais, nas grandes cidades onde meio mundo socialmente diferente se cruza?

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