SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 07:35

Limpar, preservar e continuar

Frente ao meu quintal, existiu um campo cheio de macieiras que davam umas maçãs muito suculentas. A malta não resistia em colher algumas e guardá-las em suas casas.

Mais tarde as chuvas fortes inundaram o rio Almonda e este soltou as suas águas para a vasta área do campo. Foram-se as maçãs e o campo deu lugar ao campo de futebol da juventude de Lapas, que foi inaugurado em 18 de agosto de 1985 com pompa e circunstância. A partir dessa data muitos jogos distritais e de campeonatos de futebol jovem tiveram ali lugar.

Entretanto a equipa desvaneceu-se e o campo e suas instalações caíram ao abandono. As ervas cresceram desalmadamente e era difícil andar por ali. Com as burocracias do costume, ano após ano, via-se notoriamente a sujidade acumulada em todo o recinto. Apesar dos pedidos incansáveis para uma limpeza adequada, não havia resposta.

Felizmente o campo vai ser preciso para treinarem e mãos à obra. As ervas foram arrancadas, a terra foi aplanada. Agora sim, só faltam os jogadores para darem mais cor e brilho àquele espaço. Deixo aqui o meu aplauso às poucas pessoas que deram o seu trabalho e suor para que tudo ficasse de “cara” lavada. Poucos mas bons como diz o ditado.

Há uns anos que fomos “premiados” com a existência dos transportes urbanos na nossa cidade e periferia. Os preços são muito mais caros que em certas cidades, mas os itinerários agradam. A chegada do TUT trouxe alegria para os mais solitários, ou com menor mobilidade para se deslocarem a pé no dia-a-dia. Os motoristas na maioria são bons profissionais, exceto uma minoria com ar de chefe e nariz torcido.

No entanto se alguns autocarros andam ligeiramente limpos, outros andam uma miséria. O pó tresanda nos bancos e no chão; uma vassoura desmaia podre e solitária; papéis e demais lixo deambulam no chão; há portas que custam a abrir, outras abrem-se em andamento. Muitas vezes ao entrar, sinto o cheiro a pó, que faz tanto mal à minha respiração e a todas as outras pessoas. Não entendo como é que não se faz a manutenção nestes autocarros, ao menos uma vez por semana. Como já tenho dito, o passageiro também tem culpa, mas há coisas que se podiam alterar. A gerência da rodoviária Tejo em conjunto com a Câmara podia olhar para este problema. Com boa vontade e diálogo tudo se resolveria.

Aproveito para deixar o meu agradecimento ao que o motorista que costuma fazer o intervalo do almoço do tut vermelho fez. Foi dar um banho ao exterior do autocarro. Não custou nada, foram apenas escasso minutinhos que gastou na máquina das esponjas automáticas. Devia haver mais pessoas assim, não são pagos para limparem a sujidade, no entanto, preocupam-se em manter o meio de transporte asseado e arejado.

Nos dois exemplos que dei no artigo, espero que se continue a limpar, preservar e continuar estas tarefas. Porque assim poupa-se dinheiro e a vida é mais saudável.

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