SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 06:51

Setenta anos a cantar (3)

E aqui estou de novo, a continuar a já aludida récita de 1955, ocorrida no antigo Teatro Virgínia (Largo do Paço), por ordem do espectáculo, sem esquecer as boas reacções que chegaram até mim, em especial as de um “camponês” que na segunda feira passada rejubilava com o artigo anterior e relembrava que foi durante os ensaios da peça, que deu os primeiros beijos na boca a duas graciosas meninas.

Permito-me por uma questão de decoro, não referir nem o rapaz nem as duas raparigas, ao tempo com sete ou oito anos de idade. A segunda parte indicava-se, era um delicioso Acto de Variedades composto por diversos números.

O primeiro foram as “Cenas de Jardim” com “Meninas Brincando “ Maria Manuela Alcobia, Fernanda Paulino, Céu Paulino, Margarida Faria, Maria da Conceição Ferreira, Bárbara Ferreira, Maria do Céu Soares, Maria João Vassalo, Maria Teresa, Ana Maria Zuzarte e Maria Antonieta Santos foram as meninas que muito brincaram durante esta cena.

Depois seguiu-se o tema “Os saloios” com Maria Antónia Pereira Simões e José Luis Pereira Gonçalves, que deleitaram a assistência com cenas de ternura e amor, um pouco assaloiado.

Em terceiro lugar as “Bailarinas”, que eram muitas e a saber: Maria Fernanda Coelho, Maria Cristina Alves Vieira, Vanda Maria Zuzarte Reis, Maria Antonieta Alcobia, Maria João Morais, Ana Maria Marques Galamba, Teresa Maria Rodrigues e Maria de Fátima Cotovio, minha querida prima a quem mando um saudoso beijinho.

Estas bailarinas dançaram até mais não e também receberam imensos aplausos dos espectadores.

O quarto tema foi “Par do Século XV” com um par de meninas, Ana Maria Patrício Lopes Pereira e Maria Lúcia Gonçalves Rola, trajadas a rigor e que se safaram bem da incumbência.

Depois em quinto lugar a cena “Estátuas” em que as meninas Ilda Gomes, Maria Margarida Oliveira, Margarida Alcobia, Júlia Pontes, Filomena Caldas e Maria Margarida Alves Vieira, ali estiveram em cena, quase sem se mexer em belas figuras escultóricas.

Seguiu-se a “Tentação do Menino Jesus” com Maria Bernardete, que comoveu os espectadores.

Depois a canção “Garoto da Rua” superiormente interpretada por João Manuel Maia Sentieiro, que esteve muito bem, seguindo-se a poesia num “Recitativo” de Fátima Costa, com muitos aplausos.

Depois vieram os “Ratinhos”, que tinham a sua casinha, na qual o gato tinha muitas dificuldades em entrar, porque ele era o Pedro Vassalo, rapaz bem alto para a sua idade. Os ratinhos eram três meninas, Maria Manuela, Maria da Luz e Maria Filomena e Manuel Alcobia o macho da turma.

Novo momento de poesia por Fátima Costa e a seguir o Jorge “Patrício” (que raio de mania) a cantar o primeiro fado da sua vida, o fado de Vila Franca, devidamente trajado de campino, com esporas e tudo. Penso que me saí bem e os aplausos e sobretudo os rebuçados e os caramelos que me atiraram para o palco, fizeram a minha alegria e sobretudo o nunca mais me esquecer desse momento.

A seguir ao fado de Lisboa veio a Serenata de Coimbra, com os estudantes João Manuel Maia Sentieiro, José Abreu, Jorge Gabriel, Pedro Jorge A. Vieira e Rui de Oliveira Trincão.

A seguir outro quadro “A Assunção” por Maria Bernardete, que antecedeu o “Baião”, apoteose final em que vinte pares muito bem trajados de baianas e baianos evoluíram e bisaram a dança e a canção, “Tico Tico”.

Tenho de deixar os quarenta nomes dos comparsas para o próximo número, primeiro porque não são menos que os outros que atrás referi, segundo porque os leitores já deitarão tantos nomes pelos olhos.

Penso terminar o relato desta récita para o próximo artigo. Até lá peço perdão aos leitores por nomear tanta gente, mas isso é reflexo da importância do evento e da muita gente que mobilizou. Até ao próximo número se quiserem fazer o favor de me ler.

(O autor não adopta o acordo ortográfico, por não morrer de amores por ele)

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