SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 12:52

Um consolo, a praia da Consolação

Confesso que este ano foi a primeira fez que estive uns bons dias de férias na praia da Consolação, ali ao lado de Peniche e dos seus famosos Supertubos. O caminho para ali chegar é muito bom, pois podemos ir de Torres Novas a Peniche sempre por auto-estrada, com o inconveniente de termos que pagar as portagens, mas com as vantagens de menor consumo de combustível, redução das ultrapassagens e de curvas e ser tudo no mesmo sentido. Quaisquer setenta minutos de viagem e ali estamos nós na Consolação, com Peniche, o Cabo Carvoeiro e as Berlengas como fundo, num lindo horizonte azul.

Diz quem sabe que os dias na Consolação nascem quase sempre enevoados e que quando não se vêem as Berlengas o sol vai surgir ainda da parte da manhã, o que proporciona aos veraneantes um esplêndido dia de praia. Quando as ilhas se distinguem bem é sinal de tempo instável pela certa.

A Consolação tem a dividir as praias um cabo onde está situado o Forte, sendo o lado norte a praia de um vasto areal que se estende até Peniche e o lado sul a tão conhecida praia das Rochas, onde milhares de pessoas se expõem ao sol durante horas, cobrindo as partes ósseas magoadas com uma argila que se faz desprender das rochas e que ao que consta produz efeitos curativos em numerosos casos. Essa é a tradição e o povo ali vai na crença de obter uma cura para as suas dores nos ossos.

Consta até que alguns médicos da especialidade receitam aquelas paragens e aqueles tratamentos na Praia da Consolação, à procura do milagre de Nossa Senhora da Consolação, cuja bonita igreja se situa no cabo que separa a praia da Areia da praia das Rochas.

Como localidade é uma terra pacata, onde se pode comer bem nalguns restaurantes como o “Cabem Todos”, o “Mar Azul” e o “Talher” e provar os bolos locais e o pão quente nas Pastelaria “O Bom Pecado” e “Pão Quente”. Curiosamente os bolos locais chamam-se “Ossos”em homenagem à praia das Rochas e às suas propriedades curativas.

Em dias de nevoeiro, a Consolação situa-se a dois passos de Peniche e do Cabo Carvoeiro, podendo se o preferir o visitante ir até ao Baleal ou a Ferrei. Para o lado sul, também se podem visitar ali a dois passos, as praias de S. Bernardino, dos Frades e da Areia Branca, isto sem nos afastarmos muito da nossa base, pois pode o tempo abrir e perdermos uma rica tarde de praia.

No verão há as festas e romarias das terras circundantes, de que destacamos Atouguia da Baleia (sede do concelho), Geraldes e Lugar da Estrada, onde há bailarico e diversão pela certa.

Na última quinta feira de cada mês existe a grande feira em Peniche, onde se houver dinheiro quase tudo se compra, desde vestuário ao artesanato, sapataria a loiças diversas. Muita gente ali se desloca de toda a região e é hábito os banhistas ali se deslocarem para apreciar as mercadorias expostas.

Vou finalizar com a manifestação do meu agrado pela Praia da Consolação, uma nova paixão que quase me faz esquecer a minha Nazaré querida. Mas curiosamente não sou só eu a gostar de ali estar, pois muitos torrejanos ali vão passar as suas férias, tendo mesmo alguns adquirido casa a título definitivo, o que faz ganhar o hábito do convívio entre ribatejanos, pois residentes em Almeirim, Amiais, Alenquer, Chamusca e Santarém, também ali se deslocam ano após ano.

E como dizia o meu amigo José Leitão, aquela praia mais parece um paraíso, com aquela baía enorme e tão bonita.

E apetece dizer a todos os amigos com quem ali convivi, “boa saúde nos ossos e até para o ano”.

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