SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 08:51

Choral Phydellius – Hotel da Balaia

Relembrando a viagem do coral ao Algarve, penso que a convite da gerência do Hotel da Balaia, já lá vão 40 anos, ainda recordo a forma magnífica como fomos recebidos ao fim da tarde pelos responsáveis.

Começou-se pela instalação da maioria dos elementos pelos quartos do hotel, lembrando-me que alguns casais foram alojados em “bungalows”, que tinham dois quartos e que estavam rodeados por magníficos relvados que nos levavam encosta abaixo até à praia de Santa Eulália.

Enfim um luxo pouco habitual a que se seguiram belos exemplos de ótimo tratamento por parte dos trabalhadores sem excepção.

Uma vez instalados chega a hora do jantar. Mandaram-nos entrar para o restaurante e fomos tratados como um qualquer hóspede, escolhendo os pratos à lista, com um requinte inesquecível.

Após o jantar houve brincadeira até mais não e a rapaziada lá adormeceu com alguma dificuldade.

Pela manhã tivemos uma panorâmica mais detalhada do hotel.

Tinha uma grande piscina, que a malta logo utilizou e recordo que nadávamos cantando algumas canções do nosso reportório, o que deliciava os estrangeiros presentes, pelo inusitado da situação.

A seguir descemos à praia e toca a tomar uma banhoca de água morna, novidade para quem como eu, estava habituado às águas frias da Nazaré.

Veio a hora do almoço, ao estilo “buffet” e havia enorme variedade de comida, de todas as nações e sabores.

Foi aqui que os estrangeiros também se admiravam com os pratos cheios até não poder mais, de alguns (poucos) elementos do coro.

E mesmo assim deu direito a repetir pois isto de novos sabores não se podiam deixar de provar. Alguns de nós limitaram-se a um pratinho de comida de cada vez, por uma questão de dieta.

À noite e ao ar livre o primeiro concerto, tendo o Phydellius proporcionado um excelente espetáculo regido superiormente pelo maestro José Robert.

No dia seguinte demos um concerto no refeitório do pessoal do hotel apenas dedicado aos empregados que deliraram com a nossa prestação e cantaram connosco algumas peças heróicas de Fernando Lopes Graça.

Lembramos que isto foi em 1974, ano da revolução de Abril e o povo gozava a chegada da liberdade.

No terceiro dia o grupo foi até à serra de Monchique, bem bonita por sinal e fomos almoçar a um famoso restaurante local.

Tudo decorria na melhor ordem até que um jovem bebeu um copinho de medronho a mais, aqueceu de mais a voz e deu-lhe para o romantismo. Muita declaração de amor fez o rapaz, em voz alta e sem pestanejar a muitas meninas e senhoras que entravam na sala, sendo às mesmas explicada a situação e logo ali aceitavam os nossos pedidos de desculpas.

Passado este pequeno incidente, fruto da juventude dos elementos, regressámos à base algarvia, ao Balaia Hotel, para curtir a noite final.

Regressámos a casa já com saudades do Algarve e da hospitalidade com que nos receberam e uma vez mais honrámos o nome de Torres Novas, como sempre o fizemos ao longo destes 57 anos de vida da nossa querida instituição.

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