SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 14:20

Piscinas Municipais – O ontem, o hoje e o amanhã

Como simples munícipe e utilizador quanto baste das piscinas municipais de Torres Novas, quero hoje aqui tentar recordar-me da grande alegria que a inauguração das piscinas provocou em toda a população não só do concelho como dos concelhos limítrofes, pois era um equipamento feito à medida para que o povo o pudesse frequentar sempre que o desejasse e eram inúmeras as famílias que, em especial aos fins-de-semana faziam das piscinas a sua “praia”, tomando banhos de água e de sol junto aos equipamentos disponíveis, que eram quatro. Primeiro a piscina ao ar livre, salvo erro de 33 metros, depois a piscina coberta e aquecida para aulas e provas de natação, uma terceira piscina para crianças e por fim o tanque de saltos para onde os mais afoitos de atiravam. Para os visitantes existia um bar com esplanada que sabia bem frequentar mesmo que não se tivesse ido a “banhos”.

As piscinas municipais de então eram o local habitual de encontro de famílias e de amigos, em especial no verão.

Era assim noutros tempos, as piscinas estavam na moda e a sua utilização era agradável para quem a quisesse frequentar.

Depois o poder autárquico entendeu que as instalações e equipamentos começavam a ficar obsoletos e decidiu alterar profundamente o espaço, tornando-o mais acessível ao ensino e à prática da natação e dotando-o de material mais moderno, passando a poder ser frequentado por crianças em idade escolar de todo o concelho, com espaços para ginásio e spa, com hidromassagens e sauna e aulas de natação, hidroginástica e hidroterapia para os adultos mais necessitados dessas terapêuticas. Preferiu-se o ensino e a massificação escolar ao espaço de lazer que até aí imperava.

Este local faz-nos hoje falta para o que estávamos habituados a fruir, pese embora não possamos pôr em causa a actual funcionalidade e utilização dos equipamentos, mas que ficámos sem a nossa “praia” lá isso ficámos.

Agora, em termos de futuro, que é ali já ao virar da esquina, consta-nos que se prevê a construção de uma nova piscina na futura mata dos Mesiões. O tempo que levará a concretizar-se esse desejo será seguramente longo, mas o desejo dos torrejanos, com ou sem mata, nos Mesiões ou algures noutro espaço, é voltar a ter um local para, em tempos de lazer ou de férias ir com a família gozar das delícias de umas piscinas aprazíveis e abertas ao povo sem excepções.

Que a mata dos Mesiões seja uma realidade no curto prazo e que não seja por falta de verbas que se deixe de concretizar mais este sonho colectivo.

Se o processo for transparente, se a vontade da autarquia coincidir com a vontade do povo, que ambos se mobilizem, se quotizem e em conjunto consigamos construir as novas piscinas, tal como sucedeu com as primitivas.

Nada peço para mim, que sou presente quase passado, mas peço esta obra para as gerações futuras que dessa forma voltarão a ter a sua “praia” aqui mesmo ao pé da porta.

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