SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 15 Junho 2021, 17:52

CRIT – O que não vemos da variante do Bom Amor

Muitos de nós que passaram centenas de vezes na Variante do Bom Amor, olhámos umas outras centenas de vezes para o edifício do CRIT que se ergue junto ao seu parque de estacionamento. Muitos de nós sabem qual é a actividade do CRIT. A minha geração cresceu a ouvir falar do CRIT, ou pelas notícias no Jornal “O Almonda”, ou pelos seus festivais da canção iniciados nos anos oitentas, nos quais também participei como cantor e júri por cinco vezes, dos 5 aos 8 anos e mais tarde como júri aos 25. De uma forma ou de outra os mais de 35 anos do CRIT, tornaram-no uma instituição de referência de nível nacional.

Há pouco tempo, a minha vida profissional cruzou-se por um dia, com a do CRIT. Tive o privilégio de conhecer a outra face do CRIT. O seu sector Agro-pecuário. Muitos de nós não fazem a mais pequena ideia da quinta que o CRIT tem, e das suas valências agro-pecuárias. A quinta produz géneros alimentícios para a própria instituição há cerca de 27 anos. Ali podemos encontrar todas as hortícolas que usamos em nossas casas, couves, alfaces, batatas, tomate, feijão verde além de outros produtos como ovos, frangos, coelhos, patos, ovelhas. Todos estes produtos têm algo que os distinguem dos seus congéneres que compramos numa qualquer superfície comercial, são produzidos com amor e dedicação, quer pelos utentes do CRIT, quer pela responsável do sector Agro-pecuário do CRIT, que tive o prazer de conhecer, a Engª. Aurora Urbano. Além disso, aquele espaço serve de cenário às formações profissionais que o CRIT ministra aos seus utentes, preparando-os para a vida activa como trabalhadores do sector agro-pecuário.

Não me parece descabido, que o senhor ou a senhora leitora, possam dispensar um pouco de tempo, para fazer uma visita à quinta. Aproveite, visite-a. Dou um conselho; faça-o na Primavera, quando dos dias forem maiores e mais quentes, e a natureza acordar da dormência do Inverno, assim podem ver todo o esplendor e potencial da quinta. Não deixe que os seus filhos ou netos pensem que o leite vem do armário da cozinha, ou que a galinha já nasce sem penas e sem pescoço. Como torrejano e engenheiro Agro-pecuário, sinto me feliz por ter visto um espaço que não fazia a mais pequena ideia que existia, e que mal conseguimos ver da Variante, apesar de já lá ter passado centenas de vezes.

Parabéns ao CRIT.

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