SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 11:47

Infalível Remédio para a Gripe

 

Nos tempos que vão correndo anda no ar qualquer coisa que não bate certo. Parece que um antiquíssimo cansaço nos verga para o chão. Uma saturação dos dias nos prostra e vence. Ainda por cima este mês de Setembro nunca mais acaba. Está a ser o mais longo mês do ano. Começou muito antes, talvez antes de Agosto e só termina no próximo dia 27. Termina? Provavelmente continuará, pelos tempos vindouros, pois esta doença mortal da ilusão, da cegueira, da verborreia não tem cura porque o homem não tem emenda nem arrependimento.

 

Felizmente que temos aí a campanha eleitoral para nos entreter. Mas agora que o tempo começa a amaciar e os ares do Outono já se anunciam, não deixa de ser preocupante a propagação da gripe. Todos os anos é assim, com os frios os vírus ganham força e caem à fartazana sobre os humanos. E é uma corrida às vacinas, uma altissonante recomendação de vacinação sobretudo aos velhinhos a partir dos 55 anos. (Eu já vi uma fresca locutora de TV falar de um idoso de 50 anos…).

 

Pois é. A gripe promete fazer estragos. Mas já há sabão, frasquinhos de álcool e outros desinfectantes na entrada das escolas, das repartições públicas, nas caixas Multibanco e… máscaras, muitas máscaras. Eu à cautela já mal saio de casa, evito estender a mão às pessoas e nas compras nunca recebo trocos.

 

Há um especialista espanhol, nestas coisas da gripe, que afirma que este tipo de vírus é muito difícil de extirpar porque ele esconde-se muito facilmente. Porém, esconde-se mas deixa o rabo de fora e que a melhor forma de o matar é pegar-lhe pelo rabo dar-lhe três voltas no ar e atirá-lo à parede. Mas os laboratórios e entidades farmacêuticas já vieram desmentir. Dizem esses interessados na coisa que este vírus nem sequer tem rabo e que a melhor forma de o eliminar é com comprimidos, injecções e vacinas.

 

Mas eu não vou por aí. Há uma experiência vivida que nos diz que há um meio infalível de matar o bicho. Já no tempo dos meus avós, aquando da gripe espanhola, foi a aguardente que salvou muitas vidas. Este género de bicheza não resiste a uma boa cachaça. Dê-se às crianças e aos idosos (até às mulheres faz bem) logo pela manhã e ao deitar um bom copo da forte, da rija aguardente e veremos como a gripe era uma vez.

Injecções, vacinas? A mim não me inoculam.

 

Ai, este tão longo mês de Setembro que só termina no próximo dia 27!

 

 

 

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