SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 14:28

Não aproveitámos de todo, o que Abril nos proporcionou

 

Apesar da visível evolução um pouco em todas as áreas, não temos sabido aproveitar de todo as portas que o golpe de estado de Abril de 74 nos abriu.

 

É dever do ensino esclarecer os jovens sobre os acontecimentos de 25 de Abril. Para isso será fundamental preparar o ensino. Não basta falar apenas sobre os acontecimentos do dia 25 de Abril de 74, será importante também esclarecer os Jovens sobre o regime ditatorial que antecedeu o golpe de estado, que dominou Portugal e os Portugueses durante quase meio século. O que contribuiu a exemplo de outro regimes totalitários para a emigração de mais de um milhão de Portugueses na década de 60 por falta de condições de vida digna. Não esquecendo a falta de liberdade de expressão, a censura, a perseguição a todos quantos se opunham ao regime, e a miséria quase generalizada. Assim como a teimosia de manter as ex Colónias, deixando uma geração de Portugueses marcados por uma guerra injusta.

 

Também os partidos políticos têm o dever de promover o esclarecimento junto dos jovens, “de forma séria e responsável”, porque a politica, quer queiramos quer não, faz parte integrante das nossas vidas, motivo porque devemos ter os conhecimentos básicos para que, quando participamos o façamos de forma mais activa e mais consciente.

 

O desenvolvimento do nosso País desde 25 de Abril de 74, deve-se em grande parte ás autarquias, sobretudo na área das infra-estruturas locais.

 

Porém, ao contrario do que muitos Portugueses poderão imaginar, atendendo á grande percentagem de analfabetismo registada ainda no nosso País, as três décadas e meia que nos separam do golpe de Estado, é muito pouco tempo para alterar mentalidades, daí o desenvolvimento verifica-se de forma mais lenta.

 

Registam-se alguns retrocessos em alguns sectores de vital importância para a sociedade, nomeadamente: na Justiça, uma enorme asfixia nos serviços, gerando assim a falta de confiança por parte dos cidadãos o que é sem duvida muito grave. Os gestores públicos estão longe de darem o exemplo para a saída da crise económica e financeira. Contribuindo desta forma para o descrédito generalizado dos Portugueses.    

      

Contudo, o balanço das conquistas é positivo. Bastará ver, entre outros, o forte avanço na emancipação da mulher. No entanto, a liberdade da mulher na sua plenitude, passa pela verdadeira libertação do homem. Porque sem a libertação do ser humano no seu todo a nível global, não haverá democracia plena.

 

O desenvolvimento de um País, não passa apenas pela construção de infra-estruturas designadamente: vias de comunicação, e outros investimentos relacionados com alcatrão e betão, este tipo de desenvolvimento, é quanto essencial quanto caro, contudo, é de todos os menos demorados e mais fáceis de concretizar, o exemplo está á vista, enquanto em cerca de trinta anos este tipo de infra-estruturas registaram níveis semelhantes aos dos Países mais desenvolvidos da Europa. Os sectores económico, Saúde, Ensino, entre outros, estão longe de atingir níveis satisfatórios, apesar das tentativas de reformas dos sistemas.

 

Portugal, é dos Países economicamente mais frágeis da comunidade. Encontra-se abaixo de alguns Países recentemente integrados da ex União Soviética. Cabe aos Governos e aos Cidadãos, encontrarem o caminho viável e sólido para caminharmos em frente de forma sustentada. 

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