SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 18:09

Três actos eleitorais num só ano

 

Os actos eleitorais são sem dúvida o ponto mais alto dos regimes democráticos representativos.

Nos últimos actos eleitorais realizados no nosso País, o povo mais uma vez confirmou a sua maturidade democrática para a escolha dos seus representantes para os diversos órgãos, desde o parlamento Europeu, Assembleia da Republica, e Autarquias locais.

 

É sem dúvida interessante a forma como os portugueses votaram para os diversos órgãos representativos. Enquanto o partido mais votado para o Parlamento Europeu foi o PSD. Para a assembleia da Republica e, ao contrário do que os Sociais-democratas esperavam foi o Partido Socialista. A vitória do PS deveu-se ao facto de no seu programa eleitoral constar a insistência no investimento público, sobretudo nas obras de grande volume, TGV “transporte de alta velocidade”, terceira ponte sobre o Tejo, e novo Aeroporto.

 

O povo, ao contrário do que constou no programa eleitoral do PSD, mais uma vez provou optar pelo desenvolvimento. Independentemente da situação económica e financeira, Nacional, e Internacional. O mesmo se passando com as autarquias, mesmo quando se trata de Municípios profundamente endividados, mesmo nestes, se os executivos mostrarem obra feita, serão sem dúvida reeleitos. Está provado que as oposições nunca venceram nem vencerão eleições quando os Governos e os executivos Municipais mostram obra feita.

 

O partido Social democrata “PSD” no seu programa eleitoral, quando da recusa da realização das citadas grandes obras, com base na actual crise económica e financeira, foi de facto realista. No entanto os partidos e os governos não devem ver o futuro de forma negativa. Sob pena das economias entrarem em crescimento e desta forma serem criadas as condições mínimas necessárias para o inicio das grandes obras, e nem sequer os projectos se encontrarem concluídos no papel. Foi o grande erro do PSD, e a vitória do PS.

 

Os partidos da oposição, sobretudo o de alternativa ao poder, PSD, nunca deve optar por este programa “discurso” negativo e pessimista, sob pena de ser penalizado nas urnas. Como consta na constituição da Republica, o líder do partido mais votado nas eleições para a assembleia da Republica, é convidado pelo presidente da Republica para formar governo para quatro anos. Após a constituição do governo, este deve transportar para o seu programa as propostas divulgadas nas campanhas eleitorais. E, na impossibilidade do seu cumprimento por motivos de crise económica e financeira ou outras, os governos no final do seu mandato deverão justificar aos portugueses a razão do seu incumprimento. E nunca optar por campanhas eleitorais de restrições ao desenvolvimento.                            

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