SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 07:24

Detalhes da guerra do ultramar – Os civis eram iludidos sobre a dimensão da guerra

 

Foi em Março de 1961 que a UPA, movimento liderado por Holden Roberto, iniciou a luta armada naquela ex. colónia. Com grandes massacres, a civis Brancos, e Negros. Esse movimento mais tarde passou a chamar-se FNLA.

 

Seguindo-se em Janeiro de 1963, o inicio da luta armada para a Independência da Guiné-Bissau pelo PAIGC, liderado por Amílcar Cabral. E por fim, em Setembro de 1964 em Moçambique pela FRELIMO liderado por Samora Machel.

 

As guerras coloniais portuguesas foram desenvolvidas numa faixa de cerca de 100 km ao longo das fronteiras dos Países vizinhos que apoiavam os movimentos independentistas. Como sempre, nessa época da guerra fria, quer os Estados Unidos da América, quer a ex. União Soviética, estavam envolvidos directa ou indirectamente nas guerras, os apoios destas duas super-potencias e de outros Países, entravam pelos Países vizinhos que davam apoio aos movimentos independentistas. Na Guiné-Bissau, pela Guiné Conacri e Senegal, em Angola pela Republica Democrática do Congo, em Moçambique pela Tanzânia e Malawe.

 

Portugal, tinha como apoio apenas a Republica da África do Sul. Enquanto todos os Países ocidentais estavam contra á teimosia do Regime Ditatorial Português em manter a guerra. A prova evidente foi o facto de todos os Países Europeus, nessa época, já terem dado a Independência ás suas Colónias.

 

Os movimentos independentistas estavam cada vez mais fortes. Ao contrario do que os órgãos de informação Portugueses controlados pela censura divulgavam. Ainda hoje se encontram falsos documentos que dizem que o exercito Português vencia a guerra, caso a luta não fosse interrompida pelo golpe de Estado de 25 de Abril de 74. Quem escreveu tais documentos, das duas, uma, ou não viveram a guerra, ou são desperdícios de uma noite de 48 anos de insónias, que ainda teimam ocultar a realidade.  Não bastam 35 anos para limpar alguns ideais retrógrados.

 

Apenas a guerra de Angola abrandou a partir dos últimos anos de 60, pelo facto dos dois principais movimentos da época MPLA, e FNLA, andarem a combater entre si. Deixando assim o exercito Português mais aliviado. A Unita ganhou corpo só a partir da Independência. Com os fortes apoios da Republica da África do Sul “de então”, Estados Unidos da América, e dos empresários Portugueses mais abastados. A Unita terminou a sua luta armada com a morte do seu líder Jones Savimbi em 2002. Sendo este líder traído pelos seus guerrilheiros, e morto por militares do MPLA.    

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