SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 14:56

O Portal da Amizade: O Carnaval

São fadas e princesas, bruxas más, joaninhas ou abelhas…Super-homens, homens aranha, leões, tigres ou ternos gatos e cães. É o dia em que nos vemos rodeados por um conjunto de figuras mágicas que fazem parte do nosso imaginário. Será no próximo dia 24, terça-feira de Carnaval. 

Mas não foram sempre assim os divertimentos de Carnaval. Nem o Carnaval é celebrado da mesma forma em todas as partes do mundo. E qual a sua origem?

Nas próximas linhas procuraremos dar aos nossos leitores algumas curiosidades sobre esta comemoração. Existem usos e costumes tão arreigados em nós que muitas vezes os praticamos e não pensamos sequer sobre o por quê, quando começou, onde começou, enfim, o que significa. 

Comecemos então pela origem da palavra Carnaval: Alguns estudiosos consideram que a palavra deriva do latim “carrum navalis” que significa carros navais, os carros em forma de barco que desfilavam nas festas em honra de Dionísio, o deus das vindimas, adorado pelos Gregos. Contudo, com a adopção destas festas pela Igreja Católica, no ano 590, torna-se mais lógica a outra explicação. A sua origem será, também do latim, “carne levare” que significa suspensão ou abstenção da carne. Seriam então os últimos dias de alegria seguidos pelo período triste e de jejum que é a Quaresma. 

Existem registos, com mais de 3000 anos, que relatam festas pagãs no Egipto, na Grécia, em Roma, coincidentes com esta fase do ano em que regressa o sol, lembra a fecundidade, a produtividade. Estas festas caracterizavam-se por danças e cantares, desfiles, excessos na comida e na bebida, em orgias sexuais. As máscaras eram um adereço imprescindível pois era a forma de se cometer todos os excessos sem ser reconhecido. Havia ainda a intenção de não haver separação das classes sociais. A ideia dominante era infringir regras. Afinal “é Carnaval ninguém leva a mal”.

Em Portugal, só por volta do século XV se começou a festejar mas, com o nome de Entrudo que significa entrada na Quaresma. Este termo ainda se utiliza em muitas regiões do País. Era um divertimento com alguma violência e por vezes, ainda é. Os ovos podres, as bombinhas de mau cheiro, ou seja, as brincadeiras de mau gosto que ainda vão tendo alguns aderentes. Nos nossos dias o Carnaval continua a ser uma festa em que se brinca, se procura esconder a identidade e nem que seja por algumas horas, se “veste outra pele”. Nos 3 dias de festa mas, principalmente na terça-feira, pululam os mascarados. Sejam crianças ou adultos, todos gostam de se disfarçar encarnando a sua figura de ficção preferida. Mas, não nos deixemos levar pelo consumismo. Porque não vamos ao sótão buscar aquelas roupas dos nossos avós que ainda por lá andam e disfarçamos os nossos filhos e a nós também. Porque não? Uma meia na cara e ficamos irreconhecíveis ou uma máscara feita com um pouco de cartolina… podemos desenhar nela o que quisermos. E depois podemos ir batendo de porta em porta, pregando sustos e fazendo rir toda a gente. Eram assim os Carnavais da minha infância e adolescência. E divertíamo-nos muito, podem crer. 

Os Carnavais mais conhecidos são o Veneziano e o Brasileiro. Veneza com as suas máscaras maravilhosas, verdadeiras obras de arte. O Rio de Janeiro com as suas escolas de samba. Quem não os viu e ouviu através do meios de Comunicação Social?

Mas, e acima de tudo, não podemos deixar de referir o papel importante do Carnaval no desenvolvimento do teatro popular. 

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