SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 13:06

Agora a discriminação positiva

E faço esta pequena introdução só para lembrar que ainda há quem tenha a coragem de dar a cara, de avisar que as coisas não vão correr bem, lembrando que afinal de contas não são só os camionistas que têm força para mudar o que está mal. Ma s d e i x emo – n o s de lamúrias e vamos ao assunto. Todos ouvimos dizer que os residentes nas áreas das SCUTS, que agora vão ser portajadas, iriam ter algumas discriminações positivas quando andassem nessas vias que lhes passam à porta. Aliás, até o Primeiro-ministro, numa recente visita às obras da A4, lá para Trás-os-Montes, disse alto e bom som, que os residentes vão ter isenções de pagamento e descontos naquela via. Porém, à cautela, porque como diz o povo, gato escaldado até de água fria tem medo, há dias contactei a VIA VERDE de que sou cliente pagador, para saber quais as isenções que teria direito a beneficiar quando começassem a cobrar na A23, aqui à minha porta. E mais perguntei se essa isenção seria automática ou se teria que desenvolver alguma diligência. Ao fim de três dias, tinha a resposta que afinal só diz o seguinte, pelo que passo a transcrever: “Em resposta, informamos que neste momento ainda não existe legislação para obtenção do regime de discriminação positiva para as novas Ex-Scuts. No entanto, e logo que exista legislação poderá obter o referido regime de discriminação positiva através das seguintes formas: Acedendo à nossa área reservada a Clientes Via Verde, através do site www.viaverde.pt (caso ainda não se encontre registado poderá fazê-lo no momento); 1ª Fase – Após efectuar o login, seguir os seguintes passos: Seleccionar a opção; SCUT: Disc. Positiva; Seleccionar Novo Pedido; Seleccionar a matrícula em que pretende beneficiar da Disc. Positiva (se for mais do que uma matricula tem que fazer 1 a 1); Aparece por defeito o código postal que está associado à morada do contrato, no entanto pode alterar o mesmo colocando apenas 4 dígitos ou 4+3; Seleccionar o concelho da morada (caso apareça mais do que um); Sistema informa quais as SCUT’s onde tem direito a Disc. Positiva; Assinala a opção do “Li e aceito”; Sistema gera um documento comprovativo que deve ser impresso e assinado; Nas 48 horas após o registo, Cliente começa a usufruir das condições de Discriminação Positiva; 2ª Fase – validação do pedido efectuado: Após efectuar o pedido descrito na 1ª fase, tem 60 dias para validar o mesmo e pode fazê-lo de duas formas: Remeter pelo correio, para o Apartado 6006, EC Linda-a-Velha, 2797-983 Linda-a-Velha, cópia assinada do comprovativo gerado pelo site aquando da 1ª fase e cópia dos documentos da viatura onde conste a morada autenticada por Notário ou por Advogado ou Declaração passada pela locadora financeira a atestar a morada do cliente no caso de viaturas adquiridas com contrato de locadoras, ou Dirigir-se a uma Loja VVP onde poderá entregar pessoalmente os documentos indicados acima. Directamente numa Loja VVP, para o efeito pode consultar a nossa lista de lojas através do nosso site de clientes. Dirigir-se a um balcão dos CTT. Delegações do ACP Stands MSCAR na zona de Portimão e Faro. Com os melhores cumprimentos. Via Verde Portugal, S.A. Departamento de Exploração Serviço de Operações de Clientes E-mail: gestão.clientes@viaverde.pt ” Ao jornal peço desculpa por toda esta explicação, mas por outro lado, passe a imodéstia, sinto-me um colaborador activo e actuante na prestação de um verdadeiro serviço públ i co, de que o jornal também se deve orgulhar, isto é, ao poder informar os leitores, potenciais utilizadores da tal Via Verde, a tal que serve para multar os seus pagadores se passarem num pórtico a velocidade superior à estabelecida, mas não serve para mais nada do que para pagar. De qualquer forma, esta informação será sempre importante para os clientes da tal Via Verde, para saberem as complicações com que podem contar. Na missiva que acabo de reproduzir fielmente, oriunda do Departamento de Exploração daquela empresa, só a última palavra, Exploração, me parece acertada. Mas isso já se sabia. Somos mesmo os explorados, neste tipo de organizações. Permito-me ainda sublinhar que, segundo o que os senhores escrevem, ainda não há legislação de suporte para a tal Discriminação Positiva tão anunciada. Mas, pasme-se, apesar de não haver ainda legislação, a tal Via Verde já sabe, e assim o diz, escrevendo e descrevendo pormenorizadamente, a melhor forma de complicar a vida aos seus clientes pagadores. Se estes senhores não estão a gozar com o pagode, disfarçam muito mal. Então eles que têm lá tudo o que é nosso, nome, número fiscal de contribuinte, morada, matrícula da viatura, não podem cruzar os dados com as Finanças e com a Autoridade de Segurança Rodoviária, ex-DGV, para confirmaram se a nossa verdadeira morada fiscal condiz com a morada registada na viatura e com a morada existente na tal Via Verde? Estão mesmo a gozar. Só pode ser isso. É óbvio. E por alma de quem é que temos que ir a um Notário ou a um Advogado para autenticar a fotocópia dos documentos? Ir pagar serviços a outras entidades estranhas ao processo, porquê e para quê? A Junta de Freguesia não servia? Mais palavras para quê? É por estas e por outras que o País está como está! É fácil, é caro, e dá milhões de confusões! É mais de meio caminho andado para tudo ficar complicado, na mesma, como sempre!

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