SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 14:50

As portagens vão chegar, sem alternativas!

 

Será só uma questão de tempo até que os parceiros se entendam e resolvam, à sua maneira, esta trapalhada das portagens.

 

Não temos alternativa para fugir delas. Estamos condenados a pagar. Basta analisar, por alto, estes primeiros quilómetros da A23 que se chamava IP 6.

 

Logo à saída da A1 ainda há uma espécie de alternativa. Ou vamos pela Zibreira ou vamos por Liteiros. Qualquer dos locais é óptimo para começarem os engarrafamentos. A seguir vem a Barreira Alva e nem a nova rotunda nos safa.

 

Depois temos Torres Novas, a sua Avenida Andrade Corvo com um semáforo e só cinco rotundas que facilitam o trânsito geral mas complicam a vida a quem conduz os pesados. Caminhamos para as Portas da Cidade, mais três rotundas e o estrangulamento da Ponte das Padarias Reunidas antes de se entrar naquela espécie de estrada até ao Entroncamento.

Passamos a Ladeira do Pinheiro, o Botequim e Zona Industrial do Entroncamento.

Na cidade dos comboios vamos encontrar semáforos e mais semáforos e rotundas em cima umas das outras e uma até por acabar há mais de dois anos. Tudo a facilitar a vida a quem anda agarrado à roda.

 

Depois temos um bocado menos mau até à saída da Barquinha. Mas logo a seguir vamos ter Tancos com uma parte afunilada onde não cabem bem dois pesados e depois uma passagem de nível para ajudar a complicação.

Entramos depois no Polígono Militar com o seu movimento próprio do maior conjunto militar do País.

 

Aproximamo-nos da Vila Poema de Constância, entramos na Ponte sobre o Zêzere a na malha urbana da Vila com semáforos, passadeiras, curvas e mais curvas e uma rotunda também.

Passamos junto a Montalvo e da sua zona Industrial e estamos perto de Rio de Moinhos com as casas em cima da estrada.

A seguir entramos no perímetro urbano de Abrantes, cidade cheia de subidas e descidas, semáforos, passadeiras, rotundas e logo a seguir mais uma ponte, desta vez sobre o Tejo a caminho do Rossio ao Sul do Tejo, mais rotundas, semáforos e passadeiras.

 

É um espectáculo senhores ouvintes, como disse um dia um conhecido locutor da rádio. É a Nacional 3 no seu melhor, onde em vez de atempadamente se ter investido se fizeram desclassificações a torto e a direito.

 

Será que vale a pena continuar-se com o desenho até à Guarda, para que qualquer pessoa veja que a A23 não tem alternativas? É como nós. Não temos alternativa e por isso vamos pagar, apesar destes 40 Kms até Abrantes estarem pagos e serem propriedade do Instituo de Estrada ao contrário do restante que é da tal Scutvias. Será só uma questão de tempo até que os parceiros se entendam e resolvam, à sua maneira, esta trapalhada das portagens. Só o ceguinho é que não vê, porque é cego. Valem bem a pena as manifestações de autarcas desta região alargada. Vamos pagar e pronto. Aliás, é muito mais fácil cobrar as portagens do que reporem os avisadores de S.O.S. a funcionar nos ICs e nos IPs. Com as portagens o Estado cobra e com os avisadores, se funcionassem, poderia gastar dinheiro no socorro e nos tratamentos dos acidentados. Há que aumentar as receitas e cortar nas despesas.

 

Já agora, quando a A23 passar a ter portagens, como é que se passará a chamar a SCUTVIAS, uma vez que acabam as Scuts?

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