SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 22:38

E os descarrilamentos vão acontecendo…

Apesar do sol primaveril ter começado a brilhar neste primeiro fim-de-semana de Abril para animar o pessoal, muito foi acontecendo nestes dias a começar pelo desenrolar do romance do Banco Espírito Santo que veio à luz – lembram-se? – numa noitada de Agosto de 2014, quando foi dividido em Banco Mau e Novo Banco, tudo a mando de Bruxelas e agora, certamente também por ordem do mesmo sitio, este último, o Novo, foi entregue a um fundo americano que trata de negócios interessantes, onde se tem dado bem. Nós não sabemos ainda quanto é que vamos pagar por este descarrilamento, mas lá que vamos pagar disso não duvidamos e pelo que se vai sabendo, é grande e já vem de longe, como a fama do Constantino.

Como dizia o outro, aguentam, aguentam. Bruxelas manda e nós pagamos. É a nossa sina.

Mas como uma desgraça nunca vem só, também um comboio de mercadorias, carregado de cimento, descarrilou perto de Coimbra e desfez a Linha do Norte numa grande extensão. É tudo para ajudar o pai que é pobre.

Consta que seria constituído por 10 vagões cisterna, cada um com 40 toneladas de cimento, para além da locomotiva.

Tinha andado poucos quilómetros desde a Cimenteira de Souselas e um vagão terá descarrilado e logo os outros também saíram dos carris de forma desgovernada. A locomotiva, segundo várias notícias, saiu incólume do acidente, mas não são adiantadas explicações de fonte segura. Ia para Sines mas ficou pela Adémia, junto a Coimbra.

Era dia 1 de Abril, o chamado dia das mentiras, mas infelizmente esta notícia, de final do dia, foi verdadeira e causará enormes prejuízos.

A linha, nos dois sentidos, ficou parcialmente destruída bem como a catenária no local do acidente. Passadas mais de 24 horas, ainda não tinham sido retirados os vagões para que se pudesse começar a pensar na recuperação das infraestruturas pelo que a linha continua cortada nos dois sentidos, estando a ser feitos transbordos dos passageiros da CP, por via rodoviária, entre as estações de Coimbra-B e a da Pampilhosa. Entretanto o outro trânsito ferroviário de mercadorias está parado a aguardar melhores dias.

É a principal linha férrea, a que liga o pais de norte a sul, que está cortada por tempo indeterminado, segundo o DN de 2 de Abril, às 10,33. São operações muito morosas e muito complicadas.

As últimas noticias deste dia 3, dão a entender que uma das linhas irá ser aberta dentro de algumas horas. Cá estaremos para ver.

É certo que existe o recentíssimo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, promulgado em 8 de Março do ano corrente, fruto da recente fusão dos dois gabinetes que existiam para tratar de acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, mas esta entidade até ao final do dia 3 não se tinha pronunciado acerca deste grave acidente e das suas causas, que apesar de tudo, não provocou vítimas. Mas os jornais nem falam deste Gabinete. Será que se lembram que ele existe, ou nem por isso?

Para início do segundo trimestre de 2017, isto não vai nada mau.

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados