SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 02:27

O Rio Tejo e a saúde no Ribatejo

No passado dia 8 deste mês de Setembro, o Deputado pelo nosso Distrito de Santarém, Duarte Marques, natural de Mação, escreveu um artigo no Expresso, sob a rubrica “Opinião sem cerimónia”, intitulado: “Ribatejo: as prioridades inadiáveis para os próximos anos (cuidados de saúde e o rio Tejo) ”.

Achei interessante tal artigo, mas o cumprimento das promessas ali feitas levantam-me algumas dúvidas, penso que legitimas, até porque o mesmo é publicado em plena campanha eleitoral e o autor do citado artigo é de novo candidato, e nós sabemos como estas coisas são. Mas faz também uma boa caracterização do Ribatejo e do Distrito de Santarém, é certo que um pouco exagerada quando diz que “é um distrito rural e urbano, de interior e de litoral com lezíria e serra…” Mas essa de litoral é que não percebi, mas passa-se à frente.

Logo a abrir, o articulista lança esta frase: “A sustentabilidade do rio Tejo é tão importante que exige medidas drásticas como a suspensão das licenças de funcionamento das empresas poluidoras e o boicote aos seus produtos.” E disse ainda, no mesmo sentido: “… e impedir o acesso a fundos comunitários e concursos públicos das empresas envolvidas”.

Mas quem é que acredita nestes radicalismos? Se calhar seriam necessários em casos concretos, mas já agora o que é que este senhor deputado, nestes quatro anos, fez de palpável na AR para ajudar a resolver os problemas da poluição dos afluentes do Tejo e do próprio Tejo que só se têm vindo a agudizar?

Mais à frente diz: “Esta não é uma batalha, é uma guerra para ser travada ao longo dos próximos anos. Recentemente negociaram-se os caudais com Espanha e decorrem negociações com os operadores das barragens, para garantir um caudal ecológico…”

Sobre essa da negociação dos caudais com Espanha o resultado está à vista. Já se vai a pé para a antiga Ilha do Almourol, sem se molharem os sapatos. E quanto à negociação com os operadores das barragens nada disso vai ser fácil até porque o estado Chinês investiu para rentabilizar o seu dinheiro. De qualquer forma, quando as barragens eram nossas, o caudal do Tejo nunca esteve à míngua de água como está agora. Mas negócios, são negócios e neste caso os resultados começam a estar à vista.

Sobre a saúde muito havia para dizer, mas façam o que fizerem só espero que não passem a mandar os doentes de Mação, do Sardoal ou de Vila de Rei para Santarém quando têm à porta edifícios que poderiam ser verdadeiramente Hospitais e que podiam e deviam ter condições, especialmente humanas, para cumprirem muito melhor as suas missões. E aqui, convenhamos, o senhor deputado pode vir a dar uma ajuda muito grande, dado o interesse como parece ver e defender estas coisas da saúde neste Distrito.

Vamos deixar assentar a poeira que anda no ar e vamos ver se daqui por quatro anos não está tudo na mesma ou pior.

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