SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 08:38

A prevenção ou a falta dela

Depois de um Inverno rigorosamente frio mas pouco chuvoso, com um surto de gripe à mistura que terá ajudado a que o número de mortes tenha subido exponencialmente, aliado à evidente falta de capacidade de resposta de muitos hospitais, finalmente chegou a primavera, mudou a hora, o céu já começa a estar mais azul e até nos prometem temperaturas elevadas, para a época, já nos próximos dias.

Entretanto, os matos têm vindo a crescer e a secar dada a falta de água, e é nesta altura que estará a ser apresentado o Dispositivo Especial para o Combate aos Fogos Florestais.

Da parte dos Bombeiros, especialmente dos seus mais directos responsáveis, nota-se alguma preocupação acerca desse mesmo Dispositivo que, segundo dizem, se espera possa vir a ser reforçado em relação ao do ano de 2014, apesar de esse ano ter sido um ano excepcionalmente bom para os Bombeiros, ao contrário do ano de 2013 que foi tragicamente mau para o País e especialmente para os Soldados da Paz.

Mas de facto, independentemente da Ministra da Agricultura ter recentemente entregado mais umas dezenas de pequenas viaturas aos Sapadores florestais, nota-se, a olho nu, salvo raras e elogiosas excepções, que a prevenção continua por fazer e que o Estado, também detentor de áreas florestais apreciáveis, continua a não ser um bom exemplo para a sociedade nesta matéria.

Mas ainda estamos a tempo de se fazer muita prevenção. Há muita silvicultura preventiva que pode e deve ser feita nestes meses que restam antes do Verão quente chegar a sério. Há muitos caminhos para limpar, e muita área a envolver habitações e outras construções que devem ser limpas antes que a desgraça aconteça.

Os Bombeiros, os principais agentes da Protecção Civil, esses, dentro das suas possibilidades, estão sempre disponíveis para o combate, apesar de muitas Associações também estarem, a exemplo da população, a passar dificuldades dada a falta de apoios oficiais para que as suas missões possam estar sempre garantidas. Aos Bombeiros não se poderá exigir mais. Mas eles, sim, podem exigir que o Estado financie devidamente os seus trabalhos onde se gastam muitos combustíveis e outros consumíveis, onde avariam muitas viaturas, e tudo custa muito dinheiro que cada vez é mais raro.

Esperemos que o Dispositivo possa de algum modo ser ampliado e que o financiamento apropriado às actividades operacionais dos Bombeiros apareça e, já agora que a prevenção também possa dar os seus frutos. Assim os homens queiram.

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