SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 19:37

Há certas coisas que me fazem confusão…

Por exemplo, essa vergonha do Salário Mínimo Nacional que agora, depois duma trabalheira dos diabos, foi aumentado 66 cêntimos por dia.

Mas, vejam bem, para que tal aumento fosse possível, os senhores do governo tiveram que dar uma benesse às entidades patronais baixando a Taxa Social Única a seu cargo. Um espectáculo que poderia parecer uma comédia se não fosse uma miséria como é.

Por exemplo, continuamos a ter os negócios dos submarinos na ordem do dia e, para já, sabe-se que os cinco grupos do espírito santo, cada um recebeu a módica quantia de um milhão de euros, isento de impostos como parece que é prática em certos negócios. Dizem até que há mais alguém a ter recebido o mesmo valor, mas por enquanto não se descosem. Mas esta coisa dos submarinos parece mesmo surrealista. Na Alemanha foram condenados os corruptores. Mas corruptos não existem. É uma grande confusão.

Por exemplo essa coisa da colocação de professores. Uma confusão dos diabos. E aquele caso da professora de Bragança que foi colocada em Constância e depois recolocada no Algarve, é mesmo de bradar aos céus. Se foi para isto que o ministro veio pedir desculpa, valeu bem a pena.

E a Justiça e o seu sistema informático que parece que só vai funcionando às mijinhas? A senhora também pediu desculpa. Mas para quê? Outro bom exemplo da confusão instalada.

O que nos vale é que para o ano há eleições. E os pregoeiros já vão debitando as suas promessas. Baixar o IRS, mas não se sabe quanto nem quando e nem sequer se os parceiros estão de acordo. Mas para 2015 vamos ter, isso sim, uma autêntica bomba de relógio que anda para explodir, mas desta vez é que parece que é. Referimo-nos ao IMI, esse Imposto cego que para o ano, uma vez abolida a cláusula de salvaguarda, vai disparar a sério, mesmo em ano de eleições, a não ser que, entretanto, inventem para aí mais algum adiamento para não complicar as eleições.

Resumindo e concluindo: – Estamos bem servidos e escusamos de ficar descansados.

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