SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 15 Junho 2021, 16:24

Invasões “Bárbaras”?

Eu sei que vou chocar muitos espíritos “piedosos”, “timoratos”, “progressistas” e humanistas, mas entendo que sempre devemos pensar pelas nossas cabeças mesmo quando somos bombardeados por tanta informação e eu diria por tanta “desinformação”.

Sei que temos memória curta e que a cultura séria anda longe da generalidade dos Lusitanos, mas convém avivar a memória e desfazer aquela ideia dos historiadores de que a História não se repete. Não se repete exatamente nos mesmos moldes de outras eras, mas ninguém poderá argumentar que as mesmas causas não produzem, normalmente, os mesmos efeitos.

Ao ver, ouvir e ler tudo o que diz respeito aos refugiados, eu lembro que, quando os Bárbaros invadiram o Império Romano, já tinham, dentro das fronteiras do Império, correligionários que tinham entrado pacificamente durante muito tempo. Só depois se seguiu a invasão militar de poucos milhares de guerreiros com a vida facilitada pela corrupção dos Imperadores e de todo o funcionarismo público do Império e pelo hedonismo das classes privilegiadas. Houve alguma resistência, sobretudo nas grandes cidades, mas muito fraca por falta de militares romanos. Quem lê as cartas de vários governadores da Hispânia aflitos com a falta de soldados que se opusessem aos poucos guerreiros bárbaros, verificará que Roma já não tinha legiões suficientes. Portanto a entrada dos Bárbaros, em muitos casos até foi pacífica e eles integraram-se, muitas vezes, graças ao Cristianismo.

Com isto não quero comparar exatamente essa situação com a de hoje, mas que há semelhanças preocupantes, lá isso há. Também há sinais de alerta de que as autoridades europeias não vêm, ou não querem, ver porque são politicamente indesejadas. Como se sabe, algumas nações estão a pôr entraves à entrada indiscriminada de imigrantes nos seus territórios. E qual é a reação dos refugiados? A revolta violenta. Quando se pretende estabelecer uma regra segundo a qual só serão acolhidos os que fogem da guerra e dos massacres, os outros, que aproveitam para se estabelecerem na Europa, a revolta volta a ser violenta. Faz-me lembrar o desgraçado que me pede uma esmola e que, perante a minha recusa me descompõe e ainda me agrediria se eu não me prevenisse. Para onde querem ir os refugiados? Para a Alemanha e para os países nórdicos. Porque será? Deixo a resposta á consideração dos leitores. Hoje os jornais e as televisões dizem que ninguém quer vir para Portugal. Porque será? Deixo a resposta aos leitores.

Noutro dia, vários autarcas de Trás-os-Montes disseram que tinham casas à disposição para acolher os refugiados e que, nos campos havia muito trabalho para fazer. Que ingenuidade! Quem me dera estar enganado. Todos vêm à procura do “El-Dorado” europeu. Sim ao acolhimento em condições dignas, sim à permanência, quando a Europa tem necessidade de trabalhadores, não ao aproveitamento das facilidades concedidas para depois não se integrarem nas nações que os acolhem e nelas querem impor a sua maneira de viver e pensar. Se assim for, olhem para o desastre da França só para indicar um dos países que mais sofreu e sofre com a sua multiculturalidade. Sei, pelas notícias que são poucos ou nenhuns os terroristas que entram com a leva dos refugiados. Eles até nem precisam, como vemos pelas notícias. Eles já cá estão dentro. Os costumes e sobretudo os de ordem religiosa, são muito difíceis de se modificarem porque há sempre um deus ou profeta que os proclama. Por isso, à sombra desses costumes se praticam tantas barbaridades. Sei por experiência própria, que a sociedade europeia em geral é alérgica a outros povos quando eles não se adaptam a essa sociedade. As proclamações em contrário são uma grande mentira ou são os ideais duma minoria. Acolher, permitir que pacificamente, sejam recebidos com todo o humanismo é uma coisa, mas permitir que nos assem em lume brando é outra.

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