SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 00:47

Tempo é dinheiro…

 

Os ingleses costumam dizer e com carradas de razão, que tempo é dinheiro. O que na prática quer significar que a pontualidade é um factor determinante para se poupar dinheiro, porque o tempo em que se espera numa repartição, numa consulta, numa inauguração ou num encontro de negócios é tempo em que se está a perder dinheiro.

 

Sem dúvida que um comportamento destes só pode acontecer em países onde a disciplina, a educação, a formação fazem parte da educação dos mais novos, porque é na Escola que tudo se aprende e depois a Família tem a obrigação de fazer cumprir os valores que são pilares da sociedade dita moderna.

 

Em Portugal é impensável um comportamento destes, porque hoje a sociedade portuguesa tem comportamentos anárquicos em todas as áreas. Basta olhar para a Escola e observar o comportamento dos alunos para se perceber que assim não é possível chegar ao patamar da pontualidade, da educação e do civismo.

 

Depois dos três dias de Carnaval e onde o divertimento fez esquecer por alguns dias, a telenovela das «escutas» e do protagonismo de certos políticos, sem excepção, o País real volta ao trabalho e tem muito que fazer para pôr as finanças em ordem até 2013.

Este ano deu-nos a sensação que houve mais terras que optaram por criar a ideia de também ali fazerem o seu Carnaval. Em Torres Novas, a nossa cidade, houve o tradicional desfile das crianças das escolas, algumas instituições e colectividades promoveram convívios carnavalescos. Houve até uma tentativa mais alargada de vir para a rua brincar ao entrudo, através duma Escola de Samba, criada e divulgada por um antigo jogador brasileiro amarelo, de nome Bolão, bastante conhecido nas épocas em que jogou, pelo seu pontapé forte e que dava golos.

 

Mas voltemos ao tempo da nossa conversa, para dizer aos nossos leitores de que, quando estamos dispostos a fazer algo pelo colectivo, temos sempre todo o tempo do mundo. E quando atingimos a idade de reforma, com saúde, a vida passa a ter outro sentido porque passamos a ser nós a controlar o nosso tempo e descobrimos as coisas que podemos fazer quando o sabemos aproveitar. E quando ouvimos dizer a alguém, não tenho tempo, ficamos logo a pensar que aquela pessoa que afirmou isso, ainda não conseguiu descobrir, mesmo trabalhando, que tem todo o tempo do mundo para fazer coisas. É preciso é descobrir esse caminho, na companhia de outros.

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