SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 06:32

Os olhos dos portugueses…

 

Com as férias de Agosto, com uma boa parte dos portugueses em gozo de férias, parece até que o País parou ou ficou a funcionar os serviços mínimos. Razão tem o Presidente da República, Prof. Cavaco Silva quando afirmou, ao partir de férias, que levava para apreciar um volume de decretos que enchia um bom Jeep.

 

Como é possível as coisas em Portugal funcionarem, com este mar de papéis? Os milhões que se gastam a fazer leis que depois não têm execução prática. Devemos ser o País da Europa com mais leis, que nada servem a Democracia. Porque as boas leis que deviam ser discutidas e aprovadas, estão na gaveta à espera de melhores dias. É o País que temos…

 

No mês de Agosto, os assuntos quase que se esgotam porque nada acontece de relevante e que mereça uma breve referência no quotidiano de todos nós. Daí termos escolhido este tema que tem abalado a sociedade portuguesa, que foi a perda de visão das pessoas operadas no Hospital de Santa Maria, com uma substância desconhecida que os levou à cegueira, apesar de alguns já estarem a recuperar. Logo a seguir lemos um trabalho no «D.N.» da jornalista Diana Mendes, onde nos dá conta de que cerca de 90 portugueses foram a Cuba este ano para tratar dos olhos. Já não é a 1.ª vez que este assunto é abordado pelo Jornal. E de tudo aquilo que temos lido – depoimentos das pessoas que foram operadas – a sensação é de que as pessoas idosas que têm ido a Cuba, algumas há 3/4 anos à espera duma operação, todas vêm contentes, a ver melhor e a elogiar a forma como são tratados. Ou seja o atendimento é de qualidade, tanto para uma criança como para um idoso de 80 anos. Não existe diferença. Depois pessoas que já estavam desenganadas e cegas, foram lá e vieram a ver. Alguma coisa está mal. Um voltou a poder guiar, o outro voltou à sua antiga profissão, de sapateiro.

 

Este «milagre» da visão em Cuba, é obra das câmaras municipais – a Câmara de Santarém também tem participado – que por esta forma têm dado a pessoas já com idade avançada, um novo estatuto de vida. Alice Teixeira, da Câmara de Santarém, diz mesmo: «Neste momento temos 50 inscritos, idosos, à espera de ir a Cuba. A oftalmologia está muito evoluída e os custos são mais baixos». Luís Gomes, da câmara V.R.S.A., afirmou: «Estes tratam problemas sem resposta por cá e dão atenção aos doentes 24 horas por dia». Dá que pensar, sem dúvida.

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