SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 02:32

Uma torrejana que sabe pintar o tempo…

 

Chama-se Ermelinda Marques Caetano, uma senhora que os torrejanos bem conhecem, pela sua actividade social e artística desde os anos 80, quando despertou para as artes e começou a sua carreira. Especializou-se em cerâmica e azulejaria, profissão que vem exercendo até à data no CRIT. Para lá de ter realizado já várias exposições em Lisboa, Tomar e Montemor, a sua recente exposição de pintura, na Biblioteca Municipal, de Torres Novas, no seu átrio, chamou a atenção de muitos torrejanos, como nós, para os seus trabalhos, sendo para alguns uma agradável surpresa. A exposição chamava-se Traços de Memória”, e é um conjunto de aguarelas que retratam, com rigor e pormenor, algumas ruas e ruelas do centro histórico da cidade. Ficámos admirados, ao olhar para os seus quadros, para lá das cores naturais, o pormenor nunca fica esquecido. Ermelinda Marques, nesta área de aquarelista, é uma artista nata, pela forma como trata o que os seus olhos observam e vêem, numa mistura de passado e presente.

 

Um traço seguro – pintar aguarela não é fácil –, cores que dão vida aos prédios e ruas e que nos fazem descobrir coisas novas que ali existem, mas que na nossa vida quotidiana, ao passar por elas, não nos apercebemos de que existem.

 

Ermelinda Marques é uma pintora do tempo, porque sabe equilibrar as dimensões do espaço onde se situam os prédios e as ruas que lhe são afins. Por outro lado nota-se que a pintora possui uma sensibilidade a que não é alheia a sua renovação para a poesia, daí os seus trabalhos transmitirem o sentido do belo, na abordagem que faz aos espaços que regista.

 

O registo que os seus trabalhos apresentam de algumas ruas típicas da cidade, são autênticos retratos que ficam para a posteridade. E julgamos que o Município Torrejano devia tentar adquirir alguns quadros, como estímulo para a pintora mas, acima de tudo, porque são referências do passado, retratado no presente.

 

Só nos resta felicitar esta prezada amiga, que sempre a estimámos como uma pessoa que gosta da sua terra, agora com um vínculo artístico que a projecta ainda mais longe.

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