SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 12:55

Mais uma descarga no Rio Almonda

 

Em qualquer país da Europa, um crime ambiental é punido severamente. Todavia em Portugal, que também está na Europa – vamos ter eleições para o Parlamento Europeu – parece que as coisas se passam diferentes. Estes crimes contra o ambiente são punidos com multas, quando são, de baixo custo, o que permite que tudo continue na mesma.

 

Na quinta-feira passada, dia 7, o nosso telemóvel tocou com a informação, dum habitante de Lapas, que o Rio Almonda naquela povoação apresentava uma mancha negra, que mais parecia um rio de alcatrão. O que significava que tinha acontecido mais uma das tais descargas de poluentes. E mais uma vez a abundante fauna piscícola naquela área, a ser comprometida. Porque de certeza os peixes devem sofrer, com estes óleos poluentes. No dia seguinte foi com surpresa que, ao passar no Jardim das Rosas, verificámos que a mancha negra já ali tinha chegado. E mesmo o lago artificial, que tem um número grande de peixes, também não escapou. As pessoas interrogavam-se como ainda, nos dias de hoje, se podem fazer estas coisas, de comprometer a fauna piscícola e o ambiente. Ninguém é responsável por estes atentados à saúde dos cidadãos?

 

Vale a pena a promoção do rio Almonda, pelos «Amigos do Rio Almonda», com as suas iniciativas? Parece-nos que não está certo que uns promovam a Cidade e a beleza do seu Rio e outros o destruam por interesses meramente económicos. As coimas que se aplicam têm de ser muito mais elevadas, porque no fundo deixam ficar tudo na mesma.

 

As pessoas andam pouco

 

Uma breve nota, como fecho, do que temos ouvido de alguns munícipes, como desabafo. Desde que começaram as obras na Praça Cinco de Outubro e na rua do Salvador, as dificuldades para a circulação do trânsito naquela área, aumentaram muito. Também porque as pessoas não estão habituadas a andar a pé e querem levar o carro, para os sítios onde se deslocam. Ora por causa das obras, a deslocação dos munícipes à Câmara, se for de carro, complicam ainda mais as coisas. Porque razão não se deixa o carro no centro histórico e depois a pé subir a ladeira que dá acesso à Câmara. É mais rápido e não perdem tanto tempo se forem de carro. Daí termos ouvido os tais desabafos de certos munícipes que a pé, subiram a rampa que dá acesso ao Salvador: «Isto cansa, para quem não está habituado…»

 

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