SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 21:17

Trabalhar mais, não significa produzir mais…

 

A nossa vida é feita de mudanças, tentando acompanhar a evolução da sociedade. E conforme a sociedade vai evoluindo, vamos adquirindo experiências de vida, para enfrentar os desafios que se nos colocam, a vários níveis. Quer profissionais, se porventura ainda trabalharmos, quer culturais ou sociais, se dispormos de mais disponibilidade e, por fim, quer políticos se a vocação para essa missão estiver dentro de nós.

 

Tudo isto para vos dizer que é necessário viver as coisas, diariamente, independentemente da idade. Cada pessoa tem potencialidades que podem ser aproveitadas e colocadas ao serviço da comunidade. Mas para isso acontecer é necessário que a sociedade crie essas condições. A crise que estamos vivendo, trouxe à superfície, uma série de fragilidades do nosso sistema produtivo, que sempre apostou nos baixos salários e nas baixas qualificações. Daí a ideia de que trabalhar mais, aumenta a produção. Foi uma ideia defendida no século passado e que teve as suas consequências sociais e económicas.

 

As questões laborais não podem estar desligadas da família. Se o trabalhador aumentar o número de horas de trabalho, para fazer face à crise, afirmam alguns economistas, não vai ter tempo livre para a Família, para os Filhos, para os Amigos, para se cultivar ou fazer actividade desportiva. Quando vemos outros economistas a defender que as pessoas deviam reformar-se o mais tarde possível, ficamos espantados com tais raciocínios. Ou seja, o homem está a transformar-se num animal irracional: comer, dormir, procriar e trabalhar. Afinal, esta sociedade, que dizem ser democrática, tem objectivos muito estranhos. Em pleno século XXI, a escravidão está de regresso, agora com formas mais sofisticadas. Então para que serve a modernização das empresas, com novas tecnologias? Será para o homem trabalhar mais? Se for, então é melhor procurar outro tipo de sociedade, em que o homem seja mais livre para viver. Afinal de contas, o que é mais importante na vida das pessoas: Não será a sua felicidade e da sua Família?

 

O que nos tem faltado, é disciplina no trabalho, poder criativo, responsabilidade naquilo que executamos, qualificação e reconhecimento na produtividade, burocracia a mais com imensa perda de tempo, já para não falar no nosso sistema de saúde, onde os trabalhadores perdem, por ano, milhões de horas.

 

 

 

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