SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 16:38

Machadada Final

Foi dado a conhecer um relatório encomendado pelo Governo ao FMI que pretende cortar 4 mil milhões na despesa do Estado. Coisas como o corte nas pensões, no subsidio de desemprego, nos salários na ordem dos 20%, despedimento de dezenas de milhares de funcionários públicos, aumento da idade da reforma, dos horários de trabalho, das taxas moderadoras na saúde e nas propinas escolares são as soluções apontadas.

Chamar nomes a esta gente do FMI e quem lhes presta vassalagem é pouco. São assassinos dispostos a fazer um genocídio dos que menos têm para encher meia dúzia de gulosos que  trabalham para os mercados e grandes corporações.

Todos nós já vimos a brutalidade e a desgraça que seria a aplicação das medidas apresentadas. Seria uma catástrofe social e económica que atiraria para a miséria milhares de portugueses e destruiria a pouca economia doméstica que ainda existe, mataria o Serviço Nacional de Saúde (SNS) transformando-o num serviço só para alguns e a educação uma miragem para os mais desfavorecidos. O FMI que ainda há pouco tempo afirmava que era necessário ter ponderação na austeridade exigida aos países em dificuldades apresenta um relatório que mais não passa de uma lista de destruição de Portugal. O Secretário de Estado Moedas veio dizer que o relatório está muito bem feito e que contêm propostas muito válidas. Este sujeito que passa a vida fechado em gabinetes, que não conhece nem quer conhecer a realidade da vida dos cidadãos devia ser privado de todos os seus rendimentos e bens e obrigado a viver com o ordenado mínimo ou no desemprego para aprender o que é a vida. Ou se calhar nem vale a pena o melhor é corre-lo logo a pontapé que de bandalhos, ladrões e gente sem escrúpulos já estamos fartos…

Este Governo é um Governo que perdeu todas as condições que tinha para governar. Sem legitimidade popular, sem conseguir cumprir as metas definidas, sem o apoio claro do Presidente, com os próprios partidos da maioria governamental a esbroarem-se em criticas e desacordos quanto à governação este é um Governo moribundo. Mas, moribundo ou não é um Governo de foras-da-lei, um Governo cheio de oportunistas e gente intelectualmente incompetente e desonesta, um Governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Em menos de dois anos destruiu toda a estrutura do país, da económica à social. Criou centenas de milhares de desempregados, de precários, de jovens emigrantes altamente qualificados, de pobres, de desalojados e prepara-se para dar a machadada final nos escombros do que ainda resta do estado social. E esse é o maior perigo, o de que antes de morrer este Governo ainda nos deixe como legado essa destruição. Isto é gente reles a trabalhar para os senhores do grande capital, para os mercados e para encher os bolsos dos especuladores. Cabe-nos a todos nós dar-lhes o empurrão final e já para evitar que façam mais danos que demorarão depois décadas a corrigir. Que se debata já, que se apresentem propostas de um novo sistema e de novas soluções. Elas existem se realmente desejarmos a mudança.

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