SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 21:35

O Estado da Nação

Portugal vive actualmente a maior a maior crise social, económica e financeira da sua História Democrática. Mas em alturas de crise é essencial, mais do que nunca, um Governo que esteja do lado da população, com sensibilidade social e sentido de responsabilidade. No entanto o melhor povo do mundo, assim qualificou o ministro das finanças, não pode contar com melhor Governo do mundo, tendo infelizmente um dos mais medíocres e incompetentes.

A Troika não pode servir de desculpa para tudo o que corre mal na execução medidas de austeridade do Governo de autêntico saque às classes médias, não percebendo que estas são o pilar da coesão social, e aos trabalhadores, mesmo não tendo resultados práticos nas metas negociadas, apesar de também ter a sua parte de responsabilidade. O próprio FMI na pessoa de Christine Lagarde já veio esta semana admitir o erro no impacto que as medidas de austeridade provocam nas economias dos países sob resgate financeiro. É lamentável é só terem descoberto essa evidência um ano e meio depois de aterrarem em Portugal para imporem o seu programa, programa esse que o Governo é cegamente defensor, indo mesmo além dele.

O Governo perdeu toda a sua credibilidade, a pouca que tinha desde o anúncio das mudanças da TSU. O país necessita que os partidos da coligação PSD/CDS-PP se entendam quanto ao rumo que querem dar ao país, porque uma crise politica é tudo o que o país não precisa. Mas a grande duvida é: com que cara o CDS-PP se vai apresentar aos eleitores depois de ter dito que não haveria aumento de impostos e Passos Coelho e Vitor Gaspar pouco depois é a primeira coisa que anunciam? Este Governo está moribundo e sem a base social que o apoiou.

A redução dos escalões de IRS e o brutal aumento de impostos anunciados na última semana pelo ministro Vítor Gaspar foi a última “bomba” lançada à sociedade portuguesa. Um Governo que só olha a números não pode ser um Governo digno de qualquer país democrático. Parece que os nossos governantes estão alheios ao que se passa no país, os enormes sacrifícios pelos quais os portugueses estão a passar indignamente. Mas tudo isto podia ter o propósito de cumprir as metas assinadas com a Troika, mas até nisso o Governo falhou! Tal como o 1º ministro há umas semanas atrás citou Camões, também eu recorrerei ao poeta citando: “Um fraco Rei faz fraca a forte gente”. Como pode um país em que as pessoas não têm dinheiro criar riqueza? A resposta da população tem se feito sentir com enormes manifestações, recordemos a de dia 15 de setembro, sendo que mais se seguirão a essa certamente. O Governo pode destruir a economia e esmagar as pessoas com austeridade atrás de austeridade, mas uma coisa não conseguirão, acabar com a vitalidade da Democracia Portuguesa.

Para bem da Democracia é necessária uma rápida remodelação no Governo, que peca por tardia em qualquer altura em que tal venha a suceder. A História, e não é preciso recuar muito no tempo, mostra-nos o perigo de termos o país subjugado às finanças e ao Ministro das Finanças. É em épocas de crise que os radicalismos “respiram” melhor, nunca esquecer isso se queremos que o 25 de Abril de 1974 não tenha sido em vão. É necessária uma mobilização de todos os portugueses para em conjunto discutir as alternativas, porque elas existem!

A prova que existem alternativas foi dada pelos açorianos nas últimas eleições regionais, votando num programa de contenção financeira que é necessária em tempo de crise, mas não pondo de parte o desenvolvimento económico e social.

Entre 3 e 7 de Outubro realizou-se em Torres Novas a 27ª edição da Feira Nacional dos Frutos Secos. Este ano o local de realização foi o Palácio dos Desportos, que acolheu o grande acontecimento dinamizador da nossa região e que nos faz vivenciar de perto a nossa raiz de torrejanos e termos orgulho na nossa terra. É de saudar a organização e a Câmara Municipal por mais um excelente evento, em que a mudança do local do mesmo se revelou uma aposta de sucesso.

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