SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 15 Junho 2021, 21:11

O livro e o Severo

O Carlos Tomé lançou um livro.

E eu, obviamente, estive lá.

E gostei!

Politicamente, o Tomé, nos tempos da autarquia, era por vezes “severo” para comigo… e eu respondia-lhe “à letra” com a moeda da minha “agressividade”. Foi assim durante 20 anos… Mas, a democracia e as divergências de ideias que ela própria gera, também ajudam a cimentar amizades. E foi o que nos aconteceu.

Somos amigos!

Mesmo que isso a alguns incomode…

“O Café Central” foi lançado em Riachos.

Foi simples, mas muito digna aquela cerimónia.

Ele juntou muitos amigos que, como eu, saborearam aqueles momentos de reviver a história de Riachos.

E a família ajudou.

A mulher do Tomé, a Cristina, vendia o livro.

Os filhos, João e Joana, também participaram. A Joana desenhou a capa e o João escreveu o posfácio… e que belo escrito…

O irmão José fez de cicerone e a respectiva apresentação do livro.

No final, a Marta Tomé actuou, dançando, como só ela sabe e o irmão, João, não tocou como previsto, porque se esqueceu da gaita de foles….

O livro, de uma escrita de excepção e por isso fantasticamente bem escrito, narra histórias verídicas, vividas no Café Central, propriedade dos pais do autor.

Histórias, com um toque de humor, como só o Carlos sabe temperar.

Por isso, foram várias as vezes que os sorrisos e gargalhadas assolaram a sala, quando algumas das histórias, lidas pelos próprios intervenientes de há anos atrás, relembraram o vivido no café do Severo, não o Carlos, mas a alcunha de seu, pai António Tomé.

Esta cerimónia vem confirmar, se preciso fora, a riqueza cultural do povo de Riachos e o livro, mais uma peça do puzzle deste património rico e único do nosso concelho.

A beleza intrínseca da cerimónia e sem nunca tal ter sido referenciada, porque implícita, foi a homenagem, bonita, que filhos e netos ofereceram à D. Elisa e ao Sr. António, pais e avós dos “Tomés”… mesmo com o João a não actuar porque deixou o instrumento no saco…

Vale a pena ler o livro, porque melhor conheceremos a nossa terra e, em particular, Riachos.

Parabéns “Severo”.

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados