SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 00:36

Centro Social Cultural e Recreativo de Liteiros

 

Data de 27 de Março de 1981 a criação do Centro Social Cultural e Recreativo de Liteiros, e recorda quem assistiu à sua primeira fase de construção os sacrifícios com que se deu início ao Centro, numa altura em que na terra ainda não havia água canalizada. “Eu vinha para cá quando tinha os meus 14 anos, em colaboração com um grupo de jovens tomávamos várias iniciativas, tais como, uma mini-biblioteca, a recuperação de alguns móveis, e o bichinho da colectividade e do associativismo foi nascendo.” Recordou Luís Filipe Santos, actual presidente da colectividade. O sexto presidente desta casa. José dos Santos Marques, em 1981, a quem se seguiu João Rosa da Silva Alberto, em 1993, e três anos mais tarde, José Arlindo Marques Lopes, em 2001 toma posse António José Neto Simões e a anteceder o actual presidente, no ano de 2003, dirige os destinos daquela casa, Joaquim Américo Silva Manha. Luís Filipe Marques Santos vai no segundo mandato e tomou posse em 2003 e como fez questão de dizer, trabalha lado a lado com uma equipa de vinte elementos.

Para falar do Centro Social Cultural e Recreativo de Liteiros é imperativo falar da sua Secção Cultural, onde as actividades regulares ou iniciativas pontuais fazem a agenda desta associação, onde o primeiro objectivo é o de servir a sua terra e receber bem quem por lá passa.

 

Rancho Folclórico Recreativo “Os Ceifeiros de Liteiros”

 

Passados sete anos da criação do Centro, é formado o Rancho Folclórico Recreativo “Os Ceifeiros de Liteiros”. Fundado em 18 de Novembro de 1988 por António Neto Amorim Pessoa com a colaboração de António Marques. O Rancho Folclórico integra a Secção Cultural do Centro Social Cultural e Recreativo de Liteiros. O grupo que actualmente é composto por cerca de cinquenta componentes foi criado com a finalidade de divulgar os usos e costumes, que são uma amostra viva dos nossos antepassados. Foi o amor pelo folclore e a força de vontade das pessoas de Liteiros que tornaram possível o nascimento deste Rancho. Em pleno coração de Portugal encontramos Liteiros, aldeia alegre, humilde e corajosa que enaltece as suas tradições e as vive de uma forma entusiasta. Situa-se na freguesia de Santa Maria e a 6 km de Torres Novas, concelho a que pertence, a 25 km de Fátima e a 30 km de Santarém, sede distrital. Somos portanto um grupo ribatejano protegido pela majestosa e imponente Serra d’Aire que veneramos. É fonte de calma, tranquilidade, beleza natural e de evasão num ambiente poético, que inspira as nossas vidas. Afastamo-nos ligeiramente da vida agitada da lezíria e das margens do rio Tejo. Assim, as nossas danças sofrem esta dupla influência, umas são mais lentas, outras mais rápidas fazendo com que o nosso repertório, vasto e variado, seja constituído por fados, verde-gaios, viras, xotiças, valsas, modas de roda e rapsódias. Todo ele nos foi ensinado por idosos habitantes de Liteiros e de aldeias circunvizinhas. Estas danças e cantares eram normalmente efectuados por altura dos santos populares, festas, casamentos, baptizados, apanha de figos e azeitona, vindimas, descamisadas, ceifas, etc. O nosso rancho retrata o “modass-vivendis” dos seus habitantes: trabalhadores, movimentados, corajosos e alegres. Pretende representar com o máximo de autenticidade possível os costumes das gentes rurais, humildes e laboriosas da nossa terra. Mostra a verdade de um povo que canta e dança, de um povo que também tem alma e que exterioriza os seus sentimentos de amor, alegria e tristeza. Pretende também revelar verdade nos trajes; estes são uma amostra viva dos que foram usados em fins do século passado e princípios deste, e compõem-se por traje de noivos, domingueiros, de passeio e de trabalho.” Assim se apresenta o grupo de folclore.

 

Célia Ramos

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