SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 15 Junho 2021, 19:30

Visita a Chancelaria: “O pior são os arruamentos, estão uma miséria”

 

A freguesia da Chancelaria tem cerca de 35,31 km² de área e, de acordo com os censos de 2001, 1 861 habitantes. A freguesia é predominantemente agrícola, e conhecida pela produção de citrinos. Sendo uma das maiores freguesias do concelho é constituída pelos lugares de Pena e Casal da Pena, Rexaldia, Chancelaria, Mata, Rendufas e Pafarrão.

 

Centro Social de Sta. Eufémia

 

A grande obra de cariz social da freguesia é o Centro Social de Sta. Eufémia, pois presta apoio a 28 idosos em Centro de Dia, a 45 em apoio domiciliário, a 10  no Centro de Convívio e a 32 no Lar. Esta instituição serve não só a freguesia como outras vizinhas, sendo por isso uma obra de grande importância para o concelho. O Centro foi feito por fases, tendo o seu início acontecido já há 22 anos, com o Centro de Dia. O último passo, desta obra que não parou de crescer, aconteceu na Rexaldia, para onde foi deslocalizado o Centro de Dia. Com alguns apoios, não muitos, do Governo e da Câmara, foi a Junta de Freguesia que assumiu a obra, comprando o terreno e realizando peditórios porta-a-porta, recordou a “O Almonda” o Presidente da Junta, Henrique Reis.

 

Um recurso à espera de melhores dias

 

Por cima da aldeia da Pena, com uma vista deslumbrante, os moinhos da pena são um património com potencial turístico à espera de melhores dias. Hoje em dia apenas um dos cinco moinhos se encontra recuperado, embora em tempos, já lá vão 17 anos, tivesse existido uma candidatura a fundos europeus que visava a recuperação dos moinhos e, numa segunda fase, arranjar uma envolvência ao espaço, com a recuperação de algum arvoredo e criando algumas estruturas de lazer, de forma «a ter as condições mínimas para atrair visitantes». Todos os proprietários subscreveram ao tempo um pacto de cinco anos, colocando um dos moinhos ao serviço da população escolar do concelho, outro serviria para recepção e os restantes para turismo rural. De todas as intenções sobreviveu a teimosia de um proprietário, que fez a recuperação do seu moinho e que hoje em dia recebe com frequência muitos turistas.

 

Luís Miguel Lopes

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