SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 14 Julho 2020, 00:01

Dia Internacional do Bombeiro comemorado em Estado de Calamidade

Presidente dos Bombeiros Voluntários enaltece torrejanos e corporação
“A nossa associação faz, este ano, 88 anos. Temos cerca de oito mil sócios que pagam as suas cotas mensalmente. E isto significa que é por vontade dos torrejanos que a associação existe. Ou seja, é por vontade dos torrejanos que temos bombeiros, que temos proteção civil de bombeiros, numa associação.”

No dia 4 de maio celebra­-se, a par com o Dia Internacional do Bombeiro, o Dia Municipal do Bombeiro. Mas este ano as portas do quartel dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas não se abrem à população e não haverá lugar a comemorações por culpa da pandemia que o país atravessa. Ainda assim, o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas, Arnaldo Santos, faz questão de deixar uma mensagem de gratidão, aos torrejanos e à sua corporação, que diz ser formada por verdadeiros heróis.


“À minha corporação, eu diria que eles são uns heróis e um exemplo de cidadania e portanto, não obstante todos os problemas, dificuldades e insuficiências, têm a compensação de um dever de cidadão cumprido, que não tem discussão. A minha mensagem para eles será sempre uma mensagem de estímulo, força, gratidão e de elogio e homenagem pelo esforço e dedicação enquanto bombeiros para salvar as vidas e os bens dos outros”.

Palavra do Presidente, que enaltece o trabalho daqueles que aos dias de hoje vêm a sua missão e espírito de compromisso assumir uma importância ímpar na vida da cidade. Não obstante a homenagem aos bombeiros voluntários de Torres Novas, Arnaldo Santos salienta ainda a importância da comunidade torrejana, para a sobrevivência da Associação Humanitária dos BVTN: “A nossa associação faz este ano, 88 anos. Temos cerca de oito mil sócios que pagam as suas cotas mensalmente. E isto significa que é por vontade dos torrejanos que a associação existe. Ou seja, é por vontade dos torrejanos que temos bombeiros, que temos proteção civil de bombeiros, numa associação.


Não somos bombeiros municipais, como a maioria dos bombeiros portugueses”. Assumindo a grande dificuldade que existe em aliciar os jovens para abraçar a causa dos bombeiros, Arnaldo Santos diz que é altura de repensar os apoios das entidades competentes às associações humanitárias dos bombeiros voluntários: “Já alertámos as entidades, neste caso concreto, os responsáveis pela Proteção Civil, no âmbito nacional e municipal, para a necessidade de aumentar os financiamentos. Porque obrigatoriamente, para garantirmos o socorro às populações, temos de aumentar o número de bombeiros. Para garantir as 24 horas de serviço contínuo, o núcleo duro tem de ser maior, porque há cada vez menos voluntários”, refere, adiantando que “98% do socorro em Portugal é feito pelos bombeiros e em Torres Novas também.

Portanto, sem bombeiros, não há socorro. É tempo de olhar para os bombeiros e de os dotar das condições necessárias e suficientes para responder com o mesmo profissionalismo com que têm respondido até agora”.

Arnaldo Santos relembra ainda que os bombeiros “são homens e mulheres que não fazem a guerra, mas fazem a paz e arriscam a sua própria vida para salvar os nossos co-cidadãos. E neste momento específico que o país atravessa, é importante salientar que estes bombeiros têm famílias em casa e também correm o risco de ser contaminados, apesar de todos os cuidados de autoproteção. Portanto, há que entender que conforme os médicos e restantes agentes da saúde, temos aqui gente que está disponível a dar “Vida por Vida”.
Carla Paixão e Nuno Vasco

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