SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 11 Agosto 2020, 00:57

A Bolha

Pós confinamento, sol de verão a instalar-se. A tendência é enviar às urtigas a contenção e o controlo do isolamento social. Aproveitar ao máximo o que a vida,  a liberdade e a ilusão de confiança oferecem.

Se a alegria estival potencia  defesas do sistema imunitário, também é certa  a  constatação, pelos dados avançados  que,  não  só  estamos  longe de estar livres do COVID19, como a ausência do  bom senso provoca aumentos  significativos de novos casos.  Sem qualquer intenção profética, podemos imaginar o augúrio ruim de tempos por vir  igualmente excepcionais.

Sem entrar pela crítica sobre  a  humana  leviandade,  parece fundamental avançar noutra  direção – A prevenção. Adeptos da cultura “desenrasca”,  que  resolve  as  aflições ao ritmo do alerta da publicação nas redes sociais, da parcimónia acrítica e da palmadinha nas costas, percebemos a  evidência  de  estarmos  a  levar uma tremenda lição. 

E se  é dentro dos conflitos que se  revela o carácter, a purga faz  emergir a disseminação de  “totalitarismozinhos” locais a  espelhar exemplos globais  menos nobres.  A instabilidade provoca a  uns, a necessidade de acentuarem peripécias de pequeno  poder, a outros/as, convoca a  encontrar  soluções  que  passam por rever comportamentos e apostar em políticas públicas mais abrangentes.  Na possibilidade de estarmos  a  viver  numa  bolha  temporal, instalada entre medidas  mais agressivas para enfrentar a pandemia, a prevenção  das situações é a política necessária. 

Em paralelo é o tempo de pensar novas formas de fortalecer  as paisagens urbanas e humanas, a atividade profissional e  a  cultura  sendo,  em  novas  dinâmicas de organização social,  que  podemos  robustecer o equilíbrio da comunidade. A realidade é já outra e, o BE  tem lançado várias propostas  que  apontam  a  formas  de  apoio  aos  mais  vulneráveis,  aos  mais  prejudicados,  aos que estão lá quando são  precisos.

  Sugerem-se  políticas  de  fortalecimento comunitário que  salvaguardem e cuidem da nossa paisagem humana, urbana e rural. Entre outras, destaco o Plano de Investimento  para a Economia Local, Preservar o Carreiro das Cobras– Em vez de derrubar, proteger e plantar e O FESTIVAL da  TERRA e do ALMONDA.

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2020 © Todos os direitos reservados