SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Setembro 2020, 09:42

João Aidos fez a última programação cultural do Teatro Virgínia

O Engº João Aidos está de saída do Teatro Virgínia e embora o Presidente da Câmara tenha deixado a “porta aberta” tudo indica que o responsável pela programação cultural da casa de espetáculos de Torres Novas dos últimos 8 anos remate agora a sua saída com uma última agenda de espetáculos.

Em conferência de imprensa, que se realizou na sexta-feira, dia 21, foi apresentada a programação para o Teatro Virgínia do próximo trimestre. Para o grande público destacam-se desde logo dois nomes grandes do panorama nacional, Luís de Matos com o espetáculo de magia “Chaos” e os “Virgem Suta” que trazem o seu novo trabalho musical “Doce Lar” até ao palco torrejano.

Na conferência de imprensa, onde marcou presença o Presidente da Câmara, António Rodrigues, foi comunicada a não continuação do Engº João Aidos como responsável da programação do Virgínia, tendo a ocasião sido aproveitada pelo autarca para elogiar o trabalho à frente daquela casa, sublinhando que foi graças ao seu trabalho que o Virgínia ganhou projeção nacional e que a colaboração foi além da programação cultural, dando a sua colaboração noutros campos em prol do concelho. Disse na ocasião o presidente que a divulgação do Teatro Virgínia no panorama nacional se deveu a um trabalho concertado, com estratégia, aposta política e uma continuidade do projeto, que resultou de uma boa parceria entre a Câmara e o Teatro Virgínia. Explicou que a não renovação do contrato se prende com a dúvida de se a empresa municipal irá continuar a existir ou não, o que só será esclarecido ao fim de três ou quatro meses. Ao fim desse tempo e se nada impedir a continuidade de a empresa municipal continuar a laborar, o presidente pretende voltar a convidar o Engº João Aidos para assumir a sua direção.

João Aidos adotou um discurso mais de “despedida”, dizendo que todos os projetos têm um início e um fim, entendendo que o seu ciclo no Teatro Virgínia teria chegado ao fim. Agradeceu as «oportunidades incríveis» que teve enquanto responsável pelo projeto, dizendo que foi uma experiência «incrível», ainda para mais porque foi a segunda vez que começou um projeto de raiz, tal como já tinha acontecido com o Teatro Aveirense. No entanto onde aprendeu mais, disse sem rodeios, foi em Torres Novas. Elogiou a Câmara por saber respeitar a independência artística e a grande confiança nele depositada. Elogiou também a equipa que com ele trabalhou, fosse no Teatro Virgínia, fosse nas Festas do Almonda, Lusofonia e o «grande desafio» das cortes. Todos esses projetos foram «vitórias», pois até poderiam ter corrido mal.

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