SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 14 Julho 2020, 04:04

Elevadores? Só para funcionários

Num dia da semana passada após um almoço maravilhoso de aniversário num local público, com vista para o Jardim das Rosas, resolvemos ir visitar o Convento do Carmo. Aquele edifício agora remodelado trouxe a cada um de nós recordações do velho hospital. Memórias que nunca esqueceremos. Ao entrar pelo portão principal tivemos de subir a escadaria com algumas paragens pelo caminho pois as pernas já não são tão ágeis como há uns anos. Apreciamos a paisagem envolvente em amena cavaqueira. Ao chegarmos deparamos com a receção vazia. Uma criança foi chamar a sua mãe para nos orientar. A senhora funcionária informou-nos que havia duas exposições para visitar e um filme do artista plástico para vermos. – “O filme demorará quanto tempo?” “– Não sei, mas deve ser mais de 15m”. Perguntei se o elevador não funcionava pois era muito cansativo subir tanto degrau. Disse-nos que o elevador não era para os turistas. Fiquei indignada – “e se alguém tiver cadeira de rodas?”. “– Tem de ir pelo lado das antigas urgências para se abrir uma porta”. Não estava a gostar nada da conversa. De repente, perguntei-lhe pelo Livro de Reclamações, se estava na receção. Claro que não estava, mas foi falar com o colega. Ao terminar a nossa visita o colega veio de elevador e uma senhora nossa amiga perguntou-lhe se podíamos descer no dito sobe e desce. A mesma resposta: – “Não”. Como os meus “fígados “são muito sensíveis e não tive vontade de reclamar no bendito livro, resolvi escrever este artigo para dizer que isto é inadmissível. Como é possível acontecerem estas cenas? Como é possível proibirem os visitantes de irem de elevador. Não vamos voltar. Não gostamos do destino do nosso querido hospital velho. É uma casa parada, sem vida. Como se costuma dizer está às moscas. Devia de haver mais profissionalismo a quem de direito. Devia de haver mais respeito. O espaço está subaproveitado como nos dizia um amigo. E outros diziam que o que ficava ali bem seria um lar de idosos, ou de cuidados paliativos. Isso sim era um local em prol da comunidade que tanta falta tem desse tipo de assistência e tem de ir para outras terras. Caro turista se tiver coxo, de muletas, ou com outro problema  nas pernas fica a saber que não pode ir de elevador. A menos que arranje uma cadeira de rodas para poder entrar pela porta de trás.

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