SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Setembro 2020, 22:37

Devia de estar calada… mas…

No sábado passado fui espreitar o evento “Aqui há Natal” na Praça do Peixe antes do almoço. Na entra- da cruzei-me com o Sr. Vice-Presidente da nossa Autarquia que falava animadamente com algumas pessoas. Aproveitei e disse-lhe que a animação deste mercado de Natal deveria ter animação para adultos. Falei-lhe num coro que poderia cantar músicas de acordo com esta época.

A sua resposta foi que o Natal era para as crianças. Mas esqueceu-se que as crianças são trazidas pelos adultos e que também gostariam de ver algo para se entreterem.
E provavelmente com um programa mais vasto e atrativo os torrejanos apareciam. Uma artesã deu uma ideia fantástica de organizarem uma feira com arte e artesanato, algo mais urbano e que fosse uma vez por mês. Lembrei-me que a nossa vizinha cidade de Tomar tem uma feira alternativa no Mouchão Parque no Verão. Aproveitei e perguntei para quando uma feira de stocks, feira do livro e o famoso festival do arroz-doce que era tão
apreciado por todos nós e não só. Respondeu-me que não sabia e que as pessoas não podiam comer doces. Talvez estivesse a brincar, não sei. Depois disse que a Câmara vai organizar uma feira de produtos da terra, mas pensando bem, a feira dos frutos secos, já mostra esses produtos. Para quê mais do mesmo? Fim de conversa. Afinal eu ia ver a feira que estava bonita. Conversei, tirei fotografias e até comprei umas coisas. Não assisti a nenhum espetáculo, mas já agora pergunto-me se temos grupos de teatro cá, animadores por que razões foram buscar um grupo de fora? E quem lhes paga?
Vim embora e passei pela zona histórica onde o lixo se acumula, as casas parecem assombradas e os fantasmas de quem partiu andam por ali. Tenho pena. Sinto revolta. Não consigo ficar calada como a maioria faz. Torres Novas precisa de ar puro, de mentes abertas e que saiam da inércia do mesmo de sempre. Neste momento chove torrencialmente lá fora. O vento dança violento ao comando da Ana, aquela malvada tempestade que veio para nos atormentar. Espero que vá embora rapidamente e que nos deixe dormir em paz.

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