SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 15 Julho 2020, 03:25

Setenta Anos a Cantar (4)

Vamos lá a ver se é desta que vou terminar com a tão saudosa récita de 1955 e confesso que vontade não me falta, mas ainda faltam referir muitos nomes, precisamente dos pares que intervieram no número final, cantando e dançando o Baião, trajados a rigor de baianas e baianos, com maracas fingidas, de madeira, que imitavam o batuque da música. Alguns elementos traziam pandeiretas, para aumentar o ritmo e a algazarra.

E foi um fim de festa memorável para quem participou e para quem assistiu, estando ainda felizmente vivos alguns espectadores que se recordarão deste espectáculo.

O baião era a dança e eu e a Ana Maria Costa formávamos o par que cantava, ora um ora o outro, ora ambos e em conjunto. “Saia bonita de renda de bico, põe a laranja no chão tico tico, põe a laranja no chão tico tico, se o meu amor não vier eu não fico”, depois continuava-se, “Tico tico foi-se embora, leva a renda pelo chão, meu amor também fez renda e prendeu meu coração”com toda a gente a cantar em coro.

Muitos foram os ensaios no salão do Salvador, mas o resultado final foi um grande êxito, sendo o número bisado a pedido de toda a assistência.

E aqui vão os nomes dos pares : Ana Maria Costa, Jorge Pinheiro, Isabel Maria Simões Branco e António Caramelo, Maria Teresa Gorjão Clara e José Luis Gonçalves, Ana Maria Galamba e Carlos Galamba, Maria João Morais e Duarte Bué, Maria José Trincão e Carlos Fernando Alves Vieira, Maria Margarida Caramelo e Carlos Alberto Simplício, Maria do Carmo Alves Vieira e Vitor Manuel Pereira da Rosa, Maria Antónia Simões e Rui Manuel H. Almeida, Magda Maria de Almeida Vences e Carlos Augusto Vidal, Maria Felisbela Simplício e Carlos Manuel Cabaça Lavos, Maria Isabel Gorjão Clara e Jorge Manuel da Silva Gabriel.

Fomos de facto muitos e hoje somos muitos a rondar os setenta anos de idade. Que bom seria uma tentativa de nos reunirmos num encontro na nossa cidade onde pudéssemos matar saudades e cimentar ainda mais a amizade criada há mais de sessenta anos.

Fica aqui a sugestão e o meu propósito de colaborar para que tal encontro se possa concretizar. Os contactos poderão ser feitos por e-mail e dessa forma o edifício pode começar a ser construído.

Um abraço a todos vocês e até um dia destes se Deus nos quiser voltar a juntar.

(O autor não adopta o acordo ortográfico porque não morre de amores por ele)

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