SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 19 Outubro 2020, 21:45

O ano de 2013 vai ser COLOSSAL!

Tomando por base este ano da desgraça de 2012 que está a acabar e que foi COLOSSAL, não temos qualquer dúvida que o ano de 2013 vai ser um ano de desgraça ainda muito mais COLOSSAL.

Aliás, se o orçamento de estado de 2012 já foi COLOSSAL em tudo que foi cortar, o Orçamento de 2013, que está a sair do forno, tudo leva a crer que vai ser ainda mais COLOSSAL.

Sobre o orçamento de 2012 que, constitucionalmente, foi considerado COLOSSAL na forma como o governo se apropriou abusivamente dos Subsídios de Férias e de Natal dos Funcionários Públicos e dos Reformados, não temos qualquer dúvida que, constitucionalmente falando, o orçamento de 2013, pela forma como o governo está a afogar a antiga classe média, ainda vai ser mais COLOSSAL.

Se em 2012 tivemos um aumento COSSAL de impostos, em 2013 o aumento de impostos ainda vai ser mais COLOSSAL.

Se em 2012 tivemos um aumento COLOSSAL do desemprego, em 2013 esse aumento vai ser ainda mais COLOSSAL.

Se em 2012 tivemos uma queda COLOSSAL da economia, em 2013 essa queda ainda vai ser mais COLOSSAL.

Se em 2012 tivemos um aumento COLOSSAL da divida, em 2013 esse aumento da divida ainda vai ser mais COLOSSAL.

Se em 2012 tivemos a trapalhada COLOSSAL que foi a preparação para o abate de 1165 freguesias, será, em princípio, em 2013 que esse abate COLOSSAL se irá concretizar.

E até esta parte final do ano tem sido COLOSSAL.

Veja-se a comunicação do PM feita de forma COLOSSAL à juventude do seu partido, virando os jovens contra os mais idosos, quando lhes disse que os reformados estavam a receber reformas COLOSSAIS para as quais não tinham descontado? Mas estava a referir-se a quem? Aos subvencionados da política que arranjaram reformas douradas para eles próprios? E fez isto de forma COLOSSAL com que fins? Virar gerações contra gerações é sempre um erro COLOSSAL, e foi isso que ele fez de forma COLOSSAL.

Veja-se a forma COLOSSAL e “transparente” como a TAP estava para ser entregue, de mão beijada. Mas afinal, à última hora, falhou qualquer coisita e tudo ficou adiado. Um espectáculo COLOSSAL.

Veja-se a forma COLOSSAL e “transparente”, como a mudança das mãos do estado para as mãos de um privado qualquer, está a acontecer com a ANA. É mesmo COLOSSAL a palavra mais indicada para classificar esta coisa.

Veja-se a forma COLOSSAL e “transparente” como a RTP está a ser entregue, de mão beijada, a um grupo COLOSSAL que ninguém conhece, mas que é COLOSSAL, segundo dizem. Património, conhecimento, tecnologia, e história tudo irá ser entregue de forma COLOSSAL. Mas a história, o arquivo de mais de 60 anos, também irá ser entregue desta forma COLOSSAL? Se isso vier a acontecer, será mais um erro grosseiro e COLOSSAL, um erro, como se costuma dizer, de lesa a pátria.

Para que o ramalhete final deste ano de 2012 ficasse mesmo COLOSSAL, só faltava a trapalhada COLOSSAL, anunciada há dias, da reestruturação da PSP e da GNR que tinham sido reestruturadas há três anos.

Portanto, resumindo e concluindo, se o ano de 2012 foi COLOSSAL, ninguém duvida que o ano de 2013 já tem todos os ingredientes para ser ainda mais COLOSSAL.

Para terminar este apontamento, de forma aligeirada e nada COLOSSAL, permito-me transcrever, da RTP Memória, o estribilho do dueto que na década de 80 foi um sucesso popular interpretado por dois grandes artistas da comédia, Ivone Silva e Camilo de Oliveira, nas figuras dos “Agostinhos”, dois bêbados, que fechava normalmente o programa Sabadabadu da RTP e que de algum modo, apesar de já terem passados mais de 30 anos, parece estar COLOSSALMENTE actualizado. E se tudo isto não fosse uma tragédia, esta pequena comédia até nos podia fazer rir de forma COLOSSAL.

“Ai Agostinho, Ai Agostinha

Que rico vinho, Vai uma pinguinha?

Este país perdeu o tino, A armar ao fino, a armar ao fino

Este país é um colosso, Está tudo grosso, está tudo grosso

Isto é que vai uma crise, isto é que vai uma crise!”

Prontos, como agora se diz. E que mais dizer? Só repetir parte do tal estribilho, que era mesmo COLOSSAL e que se adapta bem à situação COLOSSAL que nos obrigam a viver:

“Este país perdeu o tino, A armar ao fino, a armar ao fino

Este país é um colosso, Está tudo grosso, está tudo grosso

Isto é que vai uma crise, isto é que vai uma crise!”

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2020 © Todos os direitos reservados