SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 1 Outubro 2020, 05:09

O resto custa mesmo a roer e a remoer!

A última meia dúzia de quilómetros da malfadada E.R. 361!

Um dia destes, quando menos esperarmos, vamos ver as máquinas a acelerar e a obra a avançar no resto que falta recuperar da ER 361, entre o limite do concelho de Santarém, Amiais de Cima (freguesia da Abrã) e Alcanena. Aliás, é pouco mais de meia dúzia de quilómetros e com a maquinaria que hoje existe, cortar duas curvas, arrancar o eucaliptal que nunca ali devia ter estado no chamada Parque Natural das Serras de Aire e dos Candeeiros, reforçar a caixa do pavimento, limpar as valetas, sarjetas e aquedutos, fazer a pavimentação e as pinturas e colocar a sinalização vertical, pode demorar menos de um mês.

E como para o ano de 2017 vamos ter eleições, acho que podemos ter esperança que este resto de obra vai ser feito desta vez, o que já não é sem tempo.

É certo que esta obra há muito podia e devia estar feita se a Câmara de Santarém se se tivesse apercebido que esta aberração tem prejudicado, ao longo dos anos, as freguesias do seu concelho – Alcanede, Abrã e Amais de Baixo – que mais contribuem para os cofres municipais com os seus impostos dados os volumes de trabalho e de negócios de toda aquela região. Era só terem dado um lamiré, como fizeram em tempos para o arranque da obra do Sistema de Saneamento de Alcanena, onde as duas Câmaras deram as mãos e a obra nasceu em menos de um fósforo. Foi pena que esta colaboração mútua não se tivesse repetido, nem mesmo depois do Movimento Cívico pela Repavimentação da E.R. 361, criado há anos em Alcanede, ter feito uma derradeira tentativa para se unirem todos os esforços quando, no 1º dia da Campanha Eleitoral para as Autárquicas de 2013, no dia 17 de Setembro, juntou em Amiais de Cima a maioria dos candidatos dos dois concelhos, tudo ficou por ali como se a obra não fosse necessária e não interessasse aos dois concelhos. E os resultados continuam à vista e a estrada cada vez mais esburacada.

Volto a dizer que quero acreditar que desta vez a obra irá ser concretizada, porque é uma obra barata, é uma obra vistosa, e as pessoas vão agradecer porque depressa se esquecem do que têm vindo a passar com teimosias que não lembrariam nem ao diabo.

Por outro lado é certo também que alguns meios de comunicação social têm vindo a falar do caso como foi recentemente o Médio Tejo que até entrevistou e bem, o presidente da Junta de Freguesias de Monsanto que não teve papas na língua e falou a direito.

Até a Assembleia Municipal de Alcanena se pronunciou recentemente sobre a ER 361, mesmo depois de ter uma Moção, aprovada por unanimidade, mais de um ano sem lhe dar seguimento, aprovou agora outra e tê-la-á feito seguir para as esferas competentes.

Também recentemente o Deputado do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, questionou o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, conforme Bloco de Esquerda Santarém Portal Distrital de 7 de Novembro, acerca do “troço da ER 361, entre Amiais de Cima (Santarém) e Monsanto (Alcanena), além de muito sinuoso, encontra-se profundamente degradado.”

Neste último caso houve certamente alguma confusão porque o troço em questão é entre Amiais de Cima e Alcanena e não Monsanto como diz a notícia. Mas de qualquer forma foi bom o deputado ter falado na ER 361 e os destinatários percebem bem o que ele quereria dizer.

Temos que ter esperança e eles deveriam ter vergonha.

Vou acabar este texto como comecei. Um dia destes, quando menos esperarmos, vamos ver as máquinas a acelerar e a obra a avançar no resto que falta recuperar da ER 361, entre o limite do concelho de Santarém, Amiais de Cima (freguesia da Abrã) e Alcanena.

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