SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 19 Outubro 2020, 22:10

Ganhe quem ganhar, mas que não ganhe a abstenção!

No próximo domingo vamos eleger o novo Presidente da República pelo que, até pela proliferação de candidatos, temos o direito e o dever de fazermos a nossa opção, a nossa escolha, por isso devemos lá ir pôr o papelinho e a cruzinha onde melhor entendermos. Temos muito por onde escolher. Temos advogados, médicos, empresários, professores, mestres, políticos, uns profissionais e outros a caminhar para lá, portanto podemos escolher como melhor entendermos. Mas temos que lá ir “botar” o voto, para mais tarde não nos queixarmos.

A função de Presidente da República está perfeitamente esclarecida na Lei Fundamental pelo que não podemos aspirar a que o mais alto magistrado da Nação possa vir a fazer grandes milagres. Mas fazer pior do que o actual será sempre muito difícil.

Quanto a mim, a primeira acção a tomar pelo novo inquilino de Belém era propor ao Governo a redução do Orçamento da PR para metade, para dar um bom exemplo aos outros Órgãos de soberania. E se assim vier a acontecer, mesmo com essa redução do Orçamento, nunca será preciso que o PR, quando receber convidados estrangeiros, os leve a almoçar ou a jantar à sopa dos pobres como já para aí se fala. Pode-se fazer muito mais com muito menos e com toda a dignidade.

Seria uma medida bem recebida pelos eleitores e o país bem precisa que se corte, mas corte mesmo, nas gorduras que são muitas.

Atrevo-me a fazer esta proposta que alguns podem considerar provocatória – estão nesse direito – mas eu também tenho o direito de propor aquilo de que toda a gente fala à surdina e ninguém em público se atreve a falar.

Seja quem for o eleito, primeira ou segunda volta – espera-se que seja na segunda – aqui fica o desafio para o próximo habitante do Palácio de Belém.

Mas estas eleições têm um pormenor semelhante às de 2006 e 2011. O PS, de forma mais ou menos dissimulada, apresenta, pelo menos, três candidatos ao passo que a direita apresenta só um. Foi assim que Cavaco ganhou as duas eleições anteriores e vimos bem o resultado que deu já que nunca tivemos um PR que gerasse tanta controvérsia e saísse da função com pior imagem. Seria uma pena se essa situação se viesse a repetir quando a esquerda tinha agora todas as condições para estar toda unida e vencer folgadamente à primeira volta se apresentasse um só candidato. Aliás, vejam bem o que disse o chefe – provisório – do PPD, na 6ª feira à noite, em directo nas televisões, quando saiu da toca, qual coelho, num comício autárquico em S. João da Madeira a apoiar o seu candidato natural, o da direita, claro. E o outro, demissionário, mas irrevogável como sempre, também irá aparecer para lembrar aos seus companheiros em quem é que devem votar.

Se o pessoal não souber abrir bem os olhos, já sabemos o que nos pode sair em rifa e as promessas de hoje são esquecidas de um momento para o outro. Tudo muda de um momento para o outro como um qualquer cata-vento.

Temos que abrir bem os olhos antes de colocarmos a cruzinha. Mais nada.

Mas como tudo se resolve só no dia 24, esperemos que a abstenção não vença e que haja a clarividência dos eleitores em saber escolher quem os deve representar em Belém.

Os eleitores, apesar de todos os ataques que vão tendo, sabem bem quem os defende e quem se prepara para fazer mais do mesmo. Que no dia 24 acabe o prolongamento do cavaquismo. É isso que o povo precisa e merece.

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