SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 28 Setembro 2020, 13:59

Em Agosto as notícias são poucas…

Parece até que as ideias em Agosto, também foram de férias. Uma boa parte dos torrejanos, estão em banhos nas várias praias da província, com predominância para a Nazaré e Peniche, entre outras. E por essa razão os acontecimentos sociais mais importantes são as festas e romarias nas freguesias do concelho. Sempre aproveitámos o verão para reler alguns livros que adquirimos há 20/30 anos. E o engraçado de tudo isto é que as histórias e os temas que as obras apresentam, não perderam actualidade e parece até terem sido agora publicados. Alguns escritores, quando elaboram o contexto da obra que estão escrevendo, têm sempre tendência em projectá-la no futuro, para não perder o valor literário da mesma. Um livro é uma espécie de um mundo e onde se movimentam pessoas e acontecem situações que nos são familiares, por fazerem parte do nosso quotidiano. Só temos pena de o dia não ser mais longo para nos possibilitar ler mais livros. Porque a leitura sempre foi e continua a ser, um manancial de conhecimentos. O prazer da leitura, supera toda a tecnologia e a própria internet. Nunca gostámos de ler na cama, porque o cérebro não está desperto para assimilar conhecimentos. Em recintos públicos ou em casa. Nos nossos tempos de juventude o “Café Portugal” era o sítio ideal para a leitura ou estar com os amigos. Agora tudo isto se perdeu, porque é quase impensável conseguir ler num café. A televisão domina o recinto e as “conversas” fazem o resto.

Uma nota final sobre um texto que o nosso jornal publicou, da autoria do torrejano Carlos Carreira, que faz questão de ser nosso amigo e a propósito da morte do historiador José Hermano Saraiva, com o título “Fazer (a) diferença”. Só agora nos foi possível ler o seu texto e confessamos que ficámos deliciados com a sua leitura, por ser numa linguagem simples e clara, ao contar a história da sua meninice e adolescência, em paralelo com a vivência do Professor Hermano, através das suas palestras televisivas. Depois a sua admiração pela alma deste grande português, que só sabe falar da nossa história. A lição que o Carlos Carreira retirou deste Homem, que foi um poço de sabedoria, foi descobrir o que é ser “português”. Ficou com a noção exacta dessa dimensão, que muitos desconhecem.

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