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«Um dos três hospitais vai ter de fechar»

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Natália Rodrigues foi Diretora Clínica do Centro Hospitalar do Médio Tejo de 2005 a 2007. Hoje, já na reforma e embora desligada dos deveres profissionais, não deixa de sentir como “seu” o CHMT. Olha com preocupação para os cortes na Saúde e entende a angústia dos profissionais da saúde.

P – As mudanças que o CHMT tem vindo a sofrer, por aperto de orçamento ou por decisão estratégica, tem originado insatisfação dentro da estrutura. Compreende essa insatisfação?

R – Sim, compreendo. Mas acho que essa insatisfação acontece por falta de comunicação do Conselho de Administração. A situação que o CHMT vive hoje resulta dos erros políticos que foram sendo cometidos ao longo dos anos. E também por causa das políticas que os políticos pretendem implementar.

P – A concentração de especialidades, essencialmente em Abrantes, era uma inevitabilidade?

R – Não, não era. O processo vem inquinado de trás. Sabemos desde há muito tempo que um dos três hospitais que compõem o Centro, o último, não deveria ter sido construído…[de Tomar].

P – Mas diz isso porque vive em Torres Novas?

R – A única coisa que me liga a Torres Novas é por cá ter casado. Eu sempre defendi a existência do CHMT e quando assumi o cargo de Diretora Clínica a situação já existia. Há dados do Tribunal de Contas que indicam claramente que a construção de três unidades foi um erro. O terceiro hospital apenas foi construído por razões políticas. Agora, uma vez feito havia que fazer com que funcionasse e com o menor custo possível. Não nos podemos esquecer que as despesas são todas a triplicar e que não temos população em número que justifique a existência de três hospitais.

Luís Miguel Lopes

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