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«O Teatro Virgínia tem de ser vivido pelas pessoas»

Tiago Guedes, o novo diretor artístico do Teatro Virgínia, natural de Minde, é licenciado em dança, como vários torrejanos, como o próprio sublinhou, tendo frequentado a escola de dança ao mesmo tempo que outros torrejanos, tendo tido alguns por seus colegas, cruzando-se com Marta Tomé e Susana Gaspar. Antes de seguir para Lisboa estudou dança com Helena Azevedo, em Torres Novas e, mais tarde, licenciou-se em dança e coreografia.

“O Almonda” – Quem é Tiago Guedes, o novo Diretor Artístico do Teatro Virgínia?

Tiago Guedes – Desde os seis anos que comecei a estudar música em Minde, frequentando depois o Conservatório de Tomar. A minha vida parecia estar talhada para seguir os estudos nesta área. Mas aos 16 anos apresentou-se um dilema: ou me concentrava no estudo da música ou teria de abandonar. Com aquela idade achei que ainda não era altura e virei-me para outras artes performativas, tomando então contato com o mundo da dança e do teatro no Centro de Estudos de Fátima. Em paralelo comecei a trabalhar com a professora Helena Azevedo. Prossegui os estudos e licenciei-me em dança, ramo de coreografia na Escola Superior de Dança de Lisboa. Depois disso, muito rapidamente comecei a trabalhar como coreógrafo e tive um período muito intensivo de trabalho, entre 2001 e 2008, onde fiz oito peças. E, nessa altura, nos últimos três anos, fui Coreógrafo residente num teatro francês, em Lille, “Le Vivat”. Com essa experiência o meu trabalho internacionalizou-se.

Esta experiência em França aconteceu porque tive dois trabalhos que tiveram bastante aceitação, em 2001 e 2002, levando a que as pessoas do meio seguissem o meu percurso. Foi assim que surgiu o desafio de rumar a França em 2005. Nessa experiência ganhei “bagagem” na parte de gestão, pois percebi como a “máquina” funciona por trás de cada espetáculo, desde a produção, à parte técnica e de comunicação. Em 2008 quis terminar esta experiência e achei que era tempo de voltar a Portugal. Queria desenvolver um projeto onde “Tiago Guedes” não fosse o centro. Foi assim que surgiu o projeto do “Festival dos Materiais Diversos”. Montou-se uma associação cultural para o efeito, com o mesmo nome do festival, que é o seu motor.

Agora estou a preparar um novo trabalho na área da dança e, como diretor do Teatro Virgínia, acho que faz sentido apresentá-lo primeiro na cidade que me acolhe, estando a ante-estreia prevista para 30 de novembro, no palco do Virgínia, e a estreia nacional a acontecer de 6 a 14 de dezembro no Teatro Nacional de S. João, no Porto e na Culturgest em Lisboa.

LML

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