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Teatro Meia Via celebra 12.º aniversário no dia 19 de abril

No último fim de semana subiu ao palco do Teatro Maria Noémia a peça “A morte de um caixeiro viajante” da autoria de Arthur Miller, encenada por Carlos Aurélio, que retrata um drama social.

Na proximidade de celebrar 12 anos, o Teatro Meia Via retomou esta peça, deixando no entanto a promessa de que este ano levará a palco um novo trabalho.

Em palco onze atores dão corpo à encenação, onde se destaca a personagem de Carlos Maia Henriques, no papel de protagonista. Recorde-se que este ator já ganhou um prémio de representação com a sua atuação na peça “Felizmente há luar” levada à cena pelo mesmo grupo.

Nesta peça destaca-se ainda a excelente interpretação de Vitória Maurício no papel de ”Linda” que se estreou em teatro,  nesta peça, em junho do ano passado.

“A morte de um caixeiro viajante” é uma peça centrada na família onde o caixeiro viajante é o “anti herói”.

A peça “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Mille conta a história de um caixeiro viajante, Willy Loman que passa por dois dramas, um social e outro familiar, que o leva ao declínio e consequentemente ao suicídio. Acostumado a um mundo em que a amizade estava acima da ordem económica, ao ver-se desempregado descobre que estes valores já não existem.

Esta peça voltou a ser apresentada no Teatro Maria Noémia depois de ter estreado em junhop do ano passado, mas na altura subiu a palco apenas quatro vezes, o que levou a atual direção liderada por Liliana Domingos a retomar este espetáculo.

Dia 20 de abril a peça subirá ao palco na Atalaia. A tradição do teatro na Meia Via é antiga. Segundo nos disse a presidente da direção do Teatro Meia Via, na meia Via sempre se fez teatro, inicialmente na Sociedade Euterpe Meiaviense e sempre com o estreito apoio de Carlos Aurélio.

Passados doze anos, Liliana Domingos queixa-se de que o Teatro Meia Via caiu “um bocadinho no esquecimento. Queremos ver o grupo reconhecido e com atividade”, afirmou.

Liliana lamentava desta forma o reduzido número de pessoas que assistiu à peça “A morte de um Caixeiro Viajante” que subiu ao palco no teatro Maria Noémia neste último fim de semana.

“As pessoas não estão estão muito despertas para o Teatro, mas a pouco e pouco vamos tentando mudar mentalidades, levando o nosso trabalho ao público”, acrescentou ainda.

Célia Ramos

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